segunda-feira, fevereiro 04, 2008

O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO


Já falei que não gosto muito do cinema brasileiro atual. É muita Petrobrás para o meu gosto. E filme de Nordeste então é de doer. Os caras pegam uma filmadora (ou duas) e saem filmando o que tiver pela frente, sem roteiro, sem ensaio, sem nada. E financiado pelo governo então não precisa nem ter público. E, de repente, conseguem passar uma daquelas leisinhas estúpidas que obrigam a gente a ver trinta por cento de filmes nacionais(?) para proteger a cultura(?)pátria e bla bla bla...
Mas tem as surpresas... e como são boas as surpresas. O HOMEM QUE DESAFIOU O DIABO é uma delas. O filme é baseado num livro de um escritor do Rio Grande do Norte, Nei Leandro de Castro, que publicou em 1986 As Pelejas de Ojuara. Pela criatividade que a gente vê no filme o livro deve ser muito interessante. Já marquei para quando encontrar em alguma livraria, ou sebo, levar para casa. O Homem que Desafiou o Diabo é um road movie. É um western também. Mas principalmente uma fantasia. Marcos Palmeira está ótimo como Zé Araújo, o mascate que cai no conto da filha do dono do armazém de Jardim dos Caiacós (referência eu acho a cidade de Nei Leandro, Caicó). Com uma arma nas costas acaba casando e virando escravo sexual da mulher e escravo na loja do sogro. Um dia, quando vira chacota na cidade, por um trabalho de barbeiro muito especial que ele fez, Zé Araújo tem um acesso de raiva que traz a grande virada do filme. Zé Araújo depois de bater na mulher e no sogro vai ao cartório e registra o falecimento de...Zé Araújo e ao mesmo tempo faz uma certidão de nascimento de um cabra muito bom, valente de doer, Ojuara. Ai começam as aventuras de Ojuara pelo sertão nordestido, com direito a enfrentamentos com o diabo, muita mulher bonita (uma vez Mandrake sempre Mandrake) e belas paisagens muito bem filmadas. Arrisquem. Vocês vão gostar. Até a próxima postagem.

Um comentário:

Buggyman disse...

Anotei o nome, vou procurar o filme. Mas, apenas para registro, acho que só precisa proteção o que é realmente ruim. Se for bom, aparece público!

Mas, para conseguir o tal patrocínio, tem que rezar pela cartilha da cumpanherada!