quarta-feira, fevereiro 06, 2008

CARNAVAL E CINEMA



Não vou falar do Orfeu no Carnaval. Vou falar da beleza que é um feriadão destes para colocar a leitura e os filmes em dia. Mas uma palhinha do Orfeu, já que eu falei. O Breno Mello era um jogador de futebol, acho que do Renner, quando apareceu um francês, o diretor de cinema Marcel Camus, que gostou do negrão e convidou-o para fazer um filme. O Breno além de pinta de ator, tinha a veia de ator. Saiu-se muito bem. Tive até a satisfação de te-lo no Paris Cinema e Café um dia procurando uma raridade dele mesmo, Negrinho do Pastoreio. Eu não tinha. O filme tinha saido em VHS e uma vez eu encontrei uma cópia em Florianópolis mas o dono não quis nem saber de me vender, ou pediu um preço muito alto, não lembro. Mas o Breno não fez muitos filmes, o último foi uma ponta naquele filme (Prisioneiro do Rio) que contava a história do Ronald Biggs, o famoso ladrão ingles que roubou um trem pagador na década de 60 e depois se refugiou no Rio de Janeiro. Talvez por causa do Biggs tudo que era bandido de filme americano da década de 70 e 80 dizia que ia fugir para o Rio. Pelo jeito devem ter fugido mesmo. Mas vamos voltar ao ócio carnavalesco. Tomei coragem e assisti uma série que eu vinha evitando - The West Wing. Pequena surpresa - a série é interessante. A história, apesar de ter Martin Sheen no papel do presidente democrata dos Estados Unidos, é mais sobre o staff do presidente. Tem sacadas ótimas. Gostei muito da explicação sobre a diferença entre democratas e republicanos que um dos assessores dá para sua secretária. Ela está reclamando do imposto de renda. Ele diz:"- Mas nós somos democratas. Nós temos que arrecadar tudo o que pudermos. Quem devolve impostos são os republicanos". Foi como uma epifania (está certo o uso?). De repente descobri que desde Sarney, passando pelo Collor, Fernando Henrique, até o Luiz Inácio, todos são democratas. Talvez estejamos precisando de um republicano. Outra, esta séria, é a entrevista de dois candidatos à Suprema Corte. A discussão é sobre privacidade e as diferenças de opinião são sutís. A Suprema Corte decide sobre pontos da Constituição Americana. Um dos juízes acha que determinados pontos referentes à privacidade, por não serem citados expressamente, não tem cobertura da Constituição e, portanto, não devem ser submetidos à Suprema Corte. O outro tem uma visão mais abrangente. O fato de não haver citação expressa não quer dizer que determinado ponto não esteja protegido pela Constituição. Assisti três discos, que corresponde à 12 capítulos, e até aqui está muito bom. Não vi tudo porque abri espaço para outros filmes e livros que vou comentar mais adiante. Aguardem. Até as próximas postagens.

4 comentários:

PoPa disse...

Fatástica a explicação sobre as diferenças entre democratas e republicanos! O PoPa deve ser um republicano, então! Bom, pelo menos, ele se considera um federalista (tem alguma semelhança?)

Anônimo disse...

Como faço para entrar em contato com vocês?

CINEMAN disse...

Meu caro anônimo, muito simples. Ou mande um email para cinecafe@terra.com.br ou dê uma passada no Paris Cinema e Café, na Venancio Aires, 210. Isto se você for de Porto Alegre.

Anônimo disse...

Obrigado