sexta-feira, junho 19, 2015

AS AVENTURAS DO ANJO

Esta é para a turma com mais de sessenta, ou melhor, mais de setenta. Foi uma postagem pequena que fiz há muito tempo e agora apareceu no cadastro das mais lidas nos últimos dias. Naquela época não tinha televisão, mas tinha o rádio. E tinha a rádio Nacional e a rádio Tupy do Rio de Janeiro.  As duas melhores aventuras radiofônicas eram o Capitão Atlas e As Aventuras do Anjo. Na postagem anterior eu havia conseguido um trecho de um dos capítulos, dos arquivos da Jovem Pan. Desapareceu. Procurei as memórias da Jovem Pam e não achei mais nada.
Por sorte na pesquisa encontrei coisa ainda melhor. As histórias em quadrinhos do Anjo e algumas com possibilidade de download. Estão neste link divirtam-se:



quarta-feira, maio 13, 2015

SPY VS SPY

A visita de Raul Castro ao Papa Francisco e, principalmente, a troca de regalos - o Papa recebeu um quadro de um pintor cubano homenageando os migrantes - lembrou-me de uma postagem antiga aqui no blog que lembrava um famoso migrante cubano, Antonio Prohias. Aqui vai.

Meu neto descobriu o MAD. Hoje talvez o MAD seja um exemplo típico do politicamente incorreto. Eu gosto do MAD. Fui buscar nas prateleiras velhas algum exemplar remanescente. Encontrei uma raridade, o MAD EXTRA n˚ 1 de 1991. E com os meus favoritos - Spy vs Spy. A coletânea começa com o primeiro cartun dos Spies apresentado à Al Feldstein, editor da MAD, por seu criador, Antonio Prohias.
Antonio Prohias era cubano. Cartunista laureado, fez alguns cartuns do ditador Fulgêncio Batista, o que lhe rendeu alguns problemas. Fidel quando assumiu o poder em 59 elogiou o trabalho de Prohias. Mas cartunista é cartunista. Não tardou que Fidel, agora objeto dos cartuns, passasse a considerar Prohias non grato.
Em 1˚ de maio de 1960, três dias antes do fechamento do último jornal livre de Cuba, Prohias se mandou para os Estados Unidos.
Não falava nada de inglês. Talvez por isto criou os Spies mudos. Levou os primeiros cartuns à revista MAD e o resto é história.
Prohias foi o primeiro colaborador estrangeiro da revista MAD. Dois anos depois, outra lenda, o mexicano Aragonés, era contratado.
Prohias morreu em fevereiro de 1998 mas os Spies continuam muito vivos.



domingo, maio 10, 2015

SOBRE A ESCRITA - STEPHEN KING

A escola brasileira hoje é imbatível na produção de analfabetos. Cada vez se lê menos. Por outro lado existe muita gente querendo escrever. Os cursos ou oficinas de escrita estão cheios de pessoas querendo varinhas mágicas para escrever suas histórias.
Hoje eu tenho uma dica, que não é mágica, para essa turma - Sobre a Escrita - um livro antigo de Stephen King que acabou de ser reeditado.
Já vi todos os filmes baseados em contos de Stephen King, mas não havia lido nada até agora.
Iniciei a leitura na livraria, como faço sempre, e após vinte páginas decidi comprar o livro.
É uma mistura das experiências de vida de King, de como ele começou a escrever,  o alcoolismo, o atropelamento por um motorista irresponsável. Depois, um conjunto de princípio que podem ajudar muito quem deseja escrever. No mínimo vai poupar alguns reais de quem está cogitando uma oficina de escrita.
O mestre do terror encontrou espaço numa das poucas notas de roda pé para deixar uma mensagem subliminar. O motorista que o atropelou e quase matou, reincidente em acidentes de carro, foi condenado a apenas 12 meses de prisão e liberto em seguida. A nota de King: "Pouco antes da primeira publicação deste livro, a possibilidade de Bryan Smith dirigir qualquer veículo se acabou. Em setembro de 2000, ele foi encontrado morto no pequeno trailer em que morava, no oeste do Maine. Smith tinha 43 anos. Enquanto escrevo este texto, a causa da morte permanece indeterminada" 
Vale a pena. A crítica do Wall Street Journal, é - Um clássico incomparável.
Algumas dicas

terça-feira, maio 05, 2015

SOSTIENE PEREIRA - PÁGINAS DA REVOLUÇÃO

Esta é uma postagem antiga que tem aparecido nas estatísticas do blog como bastante vista ultimamente. É sobre o filme Páginas da Revolução, um dos últimos de Mastroianni. O filme é marcante. Gostei muito do meu comentário na época. Interessante é que já falava do companheiro Chávez.
Lá pelos idos de 64 eu trabalhava como extensionista rural no municipio de Getulio Vargas, no Alto Uruguai. Na época um dos métodos de trabalho da extensão rural era organizar grupos de produtores rurais e transmitir-lhes algumas técnicas agronômicas que, imaginavamos, poderiam melhorar a exploração agrícola. Este trabalho era feito através de reuniões e das chamadas demonstrações de método, onde se demonstrava na prática, por exemplo, como vacinar um porco contra uma tal de peste suina. Um dia eu chego em uma comunidade onde estava marcada uma reunião e não tinha ninguem. Soltei um ou dois foguetes que era a forma de avisar que tinhamos chegado e a reunião ia começar. Ninguem. Fui procurar o colono que era o encarregado da organização do evento. Constrangido ele me contou que o capelão da igreja havia dito para os colonos que nós estavamos tentando formar um grupo dos onze naquela localidade. O grupo dos onze era uma criação do Brizola para, como diriamos hoje, organizar a sociedade civil. Naquela época a Igreja estava muito preocupada com o comunismo e não se falava ainda na Teoria da Libertação. Pouco depois, em março, eclode a gloriosa revolução. Aquela suspeita levantada pelo padre local poderia vir a me trazer problemas, principalmente pelas idéias malucas que passaram a colocar na cabeça do guarda da esquina. A minha preocupação tinha alguma lógica. Um dia vi um coitado de um colono desfilar algemado pela cidade. Seu crime: a origem russa. Ele devia ter seus setenta anos e provavelmente havia saido da Russia por causa do comunismo, mas foi o suficiente para o nosso guarda da esquina considera-lo subversivo. No interior o que valia era a delação. Os inimigos politicos do prefeito delataran-no como comunista e ele foi colocado numa das primeiras listas de caçados. E o prefeito podia ser uma porção de coisas, menos comunista. Durante algum tempo a nossa gloriosa Brigada Militar ficou sediada em Passo Fundo e encarregada de conter a subversão - a ferro e fogo. Mesmo quem em algum momento havia ficado preocupado com as idéias de Jango começou a ver que estavamos metidos numa encrenca maior. Assim é com as ditaduras. Elas começam devagar, muitas vezes com grande apoio popular, mas com o passar do tempo, aqueles que tem capacidade de pensar vão vendo que cairam num engodo. Exemplo recente: nosso querido e popular vizinho - Chávez.
Pois esta semana achei um filme formidável dentro desta temática- Páginas da Revolução - O filme é baseado no livro Sostiene Pereira, do escritor italiano Antonio Tabucchi. Marcello Mastroiani, no seu ante-penúltimo papel, interpreta Pereira, editor da página de cultura do jornal Lisboa. O cenário é a Lisboa dos anos 30, mais precisamente 1936. Antonio de Oliveira Salazar é o ditador de Portugal, em Espanha acabou de iniciar a Guerra Civil Espanhola, Hitler e Mussolini já estão no poder e apoiam Antonio Franco que ainda em 36 vai vencer a Guerra Civil e transformar-se no Generalissimo Franco. Portugal está envolvida pela sua vizinhança com a Espanha. Revolucionários de uma corrente e outra ultrapassam a fronteira para fugir ou perseguir adversários. Afastado de tudo isso, Pereira tem a idéia de preparar necrológios de personalidades ainda vivas, para, como diz ele, não ser pego de surpresa. Pereira tem uma ligação muito forte com a morte. Ele vive sózinho. Ou melhor, com o retrato de sua mulher morta com quem ele conversa diariamente. Quando lê uma cronica sobre a morte ele fica impressionado e procura contatar o autor para contrata-lo para escrever os necrológios antecipados. Marcam encontro num local onde está sendo realizado um baile popular. O diretor Roberto Faenza usa o baile para mostrar a presença do fascismo em Portugal. Crianças uniformizadas ao estilo juventude Hitlerista, discursos, e o povo dançando e brincando como se fosse uma situação normal. Pereira conhece então Monteiro Rossi (Stefano Dionisi) que aceita o convite para escrever no Lisboa. Monteiro apresenta sua namorada Marta (Nicoletta Braschi) que se manifesta imediatamente como revolucionária e contra a ditadura de Salazar. O primeiro necrológio de Rossi é uma peça revolucionária. Pereira paga o artigo mas diz que é impossivel de publicar. A censura jamais vai aceitar. Ele não toma partido apenas acha que não deve publicar.
Andando em um bonde Pereira assiste a policia perseguindo populares. Em sua casa ele tem a presença viva da delação, na sua zeladora, que controla tudo o que ele faz. No café Andorinha, onde ele sempre vai tomar a sua limonada com açúcar, muito açúcar, ele conversa sempre com Manuel (Joaquim Almeida), o barman. É uma sacada irônica ótima. Ele é editor de um jornal mas é Manuel quem lhe informa o que está acontecendo nas ruas, coisas é claro que não são publicadas. Manuel sempre lhe diz que o Lisboa deve publicar a verdade. Numa clinica de emagrecimento, onde Pereira procura perder alguns quilos, ele conhece o Dr Cardoso (Daniel Auteuil) que lhe fala sobre sua teoria da congregação de almas e do "eu dominante". Nas conversas com Pereira, onde este coloca as dúvidas que está começando a ter sobre a situação política e religiosa, Dr Cardoso diz que o eu dominante de Pereira é o conservador mas que outro eu pode estar surgindo e assumir a posição do eu dominante e isto vai alterar a forma de agir de Pereira. Então aos poucos nós vamos assistindo as mudanças que vão ocorrendo em Pereira até que um evento marcante força-o a tomar uma decisão.
É um filme muito bonito que de forma muito sutil mostra como a sociedade pode ser levada para as maiores estultices sem se dar conta.
Até a próxima postagem.

domingo, maio 03, 2015

ORSON WELLES - CEM ANOS DE UM GÊNIO

Daqui a 3 dias, cem anos de Orson Welles. A maior homenagem poderá ser, ainda em 2015, o lançamento do filme The Other Side of the Wind. Orson Welles trabalhou seus últimos 15 anos neste filme sem conseguir completá-lo. Ele dizia que seria o melhor filme de sua vida. Nada fácil para quem fez o Cidadão Kane. A busca da perfeição para alguns é relativamente simples, para um gênio é muito difícil.
Há algum tempo contei uma historinha aqui no blog sobre um filme que contava uma história de uma das muitas rebeldias de Orson Welles. Lendo hoje acho que está muito extenso, mas vá lá, republico.
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Encontrei o Cineman e o Economista Acidental (ele me pediu que trocasse seu "alias" para evitar questões de direito autoral) tomando um espresso no local de sempre. O Cineman fumava o seu puro do mês (segundo ele, fumando apenas um charuto a cada trinta dias,ele vai ter um câncer de boca lá pelos 130 anos). Eu havia acabado de ver o filme O PODER VAI DANÇAR e estava curioso para saber a opinião do meu guru da sétima arte. Quando coloquei o tema em discussão, o Economista saiu na frente.
"- É um ótimo filme mas, acho que o Cineman vai concordar comigo, antes de qualquer coisa precisamos analisar o ambiente econômico da década de 30, que é quando se passa o filme."
Olhei para o Cineman e ele assentiu com a cabeça, concordando. O Economista Acidental continuou.
"- Que época foi esta? A grande depressão americana. Milhões de desempregados, pessoas literalmente passando fome nas ruas, ausência total de perspectivas. As diferenças sociais atingindo o mais alto nível da história americana. Puro caos econômico e social"
"- Assunto bem atual, então?" arrisquei.
O Economista não deu a mínima bola para o meu comentário anti-neo-liberal e continuou:
"- O governo montou um plano para criar empregos e, como subproduto, impedir o crescimento de idéias estapafúrdias, como criação de sindicatos de trabalhadores, partidos comunistas e outras que tais."
O Economista Acidental continuou.
"- Uma das medidas que o Governo tomou, e que aparece no filme, foi a criação do Federal Theatre Project. O objetivo era levar o teatro para o povo e, através da velha fórmula do circo, já que o pão estava faltando, reduzir as tensões sociais. Mas existiam, também, as razões econômicas. O Federal Theatre pretendia criar emprego para os artistas desempregados e para qualquer um que achasse melhor subir num palco do que se dedicar a artes menos nobres e mais exaustivas."
Nesta altura, puxei uma cadeira e pedi um latte. A conversa ia longe.
Era a vez do Cineman trazer o assunto de volta para o cinema.
"- Eu gostei que o Tim Robbins, apresentou um grande número de personagens reais misturado aos personagens ficticios. A diretora do Federal Theatre no filme, Hallie Flanagan, é um personagem real e ela teve mesmo que depor na Comissão do Senado que investigava as atividades comunistas. O presidente da Comissão do Senado, que aparece no filme, Martin Dies, também é um personagem real. O filme apresenta muito claramente a convicção do senador, com alguma razão, que as artes em geral e o Federal Theatre em especial, eram um reduto de vermelhos."
" - Este era o ambiente. Recessão e agitação social. Fundamental saber disto para entender o filme", completou o Economista Acidental.
"- Mas aí vem uma parte muito boa que não aparece no filme", disse o Cineman,"- Bertold Bretch, ele mesmo, já não se sentindo muito a vontade com Hitler, vai ao Estados Unidos procurando alguém para traduzir suas obras para o inglês. Uma das tradutoras com as quais ele mantem contato é Eva, mulher de Marc Blitzstein. Soou a campainha? Já ouviram este nome?"
Fui realmente surprendido. Lembrei que Marc Blitzstein aparece no filme como o compositor da peça de teatro que é o tema central do filme. Mas não podia ser.
" - Ei, este Marc é o mesmo que aparece no filme como compositor do The Cradle Will Rock?"
"- Ele mesmo," continuou o Cineman," - Marc tinha escrito uma pequena peça sobre uma prostituta - "Nickel Under the Foot" - e a executou para Bretch. Agora não percam esta. Bretch gostou mas sugere para Marc que ele amplie o tema e escreva uma peça sobre a prostituição em geral, nos negócios, na política, na igreja, nas artes. Marc compra a idéia e escreve The Cradle Will Rock - O Poder Vai Dançar. A peça de 1936 e agora o filme do Tim Robbins, baseado na peça"
" - Marc escreveu a peça em pouco mais de cinco meses." continuou o Cineman. "- Quando tentou encontrar um diretor e um produtor não achou ninguém. O Senado estava pegando pesado e o conteúdo do The Cradle Will Rock era provocador. Até que um jovem de 21 anos, ele mesmo, outro personagem real que aparece no filme - Orson Welles - decide dirigir. Orson chama seu produtor, John Horseman, também no filme e também personagem real. Os dois resolvem levar o projeto adiante."
" - O filme apresenta o muralista mexicano Diego Rivera pintando um mural no Rockefeller Center, acho que foi um artificio que o Tim Robbins usou para mostrar como estava a classe alta", disse tentando mostrar que as conversas com o Cineman já estavam me fazendo ver as sutilezas de um filme.
" - Pois Tim Robbins usou um fato real para apresentar este contraponto", continuou o Cineman, " - Diego Rivera, o muralista e comunista mexicano, pintou realmente um mural no Rockefeller Center. E o mural foi realmente destruido porque o Diego, completamente fora da casinha, resolveu pintar um retrato do Lenin no meio do seu mural"
" - Bom, se é por isto o Rockefeller também estava fora da casinha para contratar o comunista Diego para pintar um mural na catedral do capitalismo." disse o Economista Acidental com uma risada. " - Vocês viram que a Frida Khalo, também aparece no filme. Está perfeita. Mas já que vocês falaram na classe alta, mais economia. Um personagem real que aparece no filme é o William Randolph Hearst, barão da imprensa.."
" - Este Hearst é o mesmo que o Orson Welles vai se basear, sem muita sutileza, para fazer o Cidadão Kane." interrompeu o Cineman.
" - Este mesmo", completou o Economista, " - O filme mostra que ele indiretamente, melhor, diretamente, financiava o fascismo de Mussolini comprando a peso de ouro obras renascentistas."
" - A personagem que a Susan Sarandon interpreta, uma ex-amante de Mussolini que funciona como uma espécie de embaixadora, Margherita Starfatti, também é uma personagem real.", disse o Cineman esticando o pescoço para nos livrar da espessa nuvem de fumaça que ele soprava." - Mas voltando a classe baixa, estamos na data de estréia. Preocupadas com o material altamente subversivo da peça, pelo menos na cabeça deles, as autoridades determinam o fechamento do teatro onde ela vai ser apresentada. Para completar baixam uma ordem, proibindo que qualquer artista subisse no palco, qualquer palco. Orson Welles, que sempre foi gênio, organiza uma passeata pelas ruas de Nova Iorque em direção à um outro teatro. Da passeata participam todos os artistas, familiares, pessoas que tinham aparecido para a estréia e agitadores em geral. Nota.. a passeata do filme realmente aconteceu e o show todo é considerado, até hoje, como uma das maiores estréias do teatro americano. O que aconteceu? Exatamente o que aparece no filme. Marc Bletzstein sozinho no palco, com seu piano, começa a executar o primeiro tema, o da prostituta. Quando Marc começa a cantar, sem melodia alguma, a artista que interpreta a prostituta, Olive Stanton, no filme Emily Watson - ótima - levanta na platéia e começa a cantar a sua parte. E ai acontece. Todos os artistas, da platéia mesmo, vão se levantando e conduzindo a peça, em sua plenitude, até o final. Um happening."
Foi este o nosso papo regado a bom café. Está contado todo o filme mas o próprio Cineman me assegurou que não há nenhum prejuízo, pelo contrário. Tem ainda o personagem interpretado por Bill Murray, um ventriloquo, que sozinho vale um comentário. Vejam o filme. Emocionante e educativo. Ainda mais porque, de todas as crises do capitalismo, a atual é que mais se aproxima da Grande Depressão.
Até a próxima postagem.

domingo, abril 26, 2015

AINDA NOSSA CULTURA OU O QUE RESTOU DELA

Continuando com a minha leitura do Nossa Cultura, Ou o Que Restou Dela, vou encontrando cada vez coisas mais interessantes. No ensaio - How to Read a Society - Dalrymple conta as viagens que fez á Russia, ou, em suas palavras, to the other side of the looking glass. Ele conta que usou como referência um livro de um aristocrata francês, Marquis de Custine, escrito em 1843, com o título - La Russie en 1839. Este livro é importante porque analisou a sociedade russa a partir da psicologia dos seus habitantes. O livro de Custine é uma análise do efeito de um regime político e suas instituições sobre o caráter e o modo de pensar e agir de sua população. Ainda era a época do Czarismo. O Czar podia mais que Deus, pois Deus escreve apenas o futuro e o Czar reescrevia o passado. Este poder do Czar foi adotado plenamente pelo comunismo, onde a cada novo ditador que assumia, os feitos do anterior eram eliminados da história. Num grau menor, eu diria suburbano, é o que fazem os pequenos comunistas de hoje. "Nunca dantes neste país" é uma frase bem conhecida de "reescrevinhamento" do passado. Custine conta a passagem de uma festa anual no palácio de Peterhof. Os convidados chegavam ao palácio, vindos de Saint Petersburg, por barco. Um dos barcos afundou, morrendo todos os passageiros e tripulação. Na festa, nenhum comentário sobre o naufrágio. Porque na Russia czarista qualquer tragédia, ou mesmo pequena inconveniência, era assunto de estado. "Mentir é proteger a ordem social, falar a verdade é destruir o Estado". Alguma semelhança?
Custine conclui que o comunismo foi uma sequência lógica do czarismo e que sem o totalitarismo vigente na época dos czares o comunismo não teria sobrevivido.
No mesmo capítulo Dalrymple chama outra obra, desta vez Alex de Tocqueville, usando o mesmo sistema de analisar a psicologia do povo, mas desta vez em visitas a Inglaterra e aos Estados Unidos. Enquanto Custine estudos os efeitos do despotismo, Tocqueville analisou os efeitos da liberdade politica e igualdade.
Ok? tudo de bom então no sistema de liberdade política e igualitarismo? Ai é que entra a análise de Dalrymple e acaba contrariando tudo isso ai.  Mas isto eu vou deixar para vocês lerem no próprio Dalrymple.

terça-feira, abril 21, 2015

NOSSA CULTURA, OU O QUE RESTOU DELA

Procurei o livro de Theodore Dalrymple nas duas livrarias que eu tenho perto de casa, Saraiva e FNAC. Não encontrei em nenhuma delas. Só por encomenda. Eu não gosto de encomendar livros e depois ter que ir buscar. Fazia isso no século passado. O preço é bem salgado - R$ 59,90. Acabei achando a edição inglesa digital por R$ 9,00. Para quem quiser dar uma espiada no primeiro ensaio, clique aqui. São 26 ensaios do autor sobre a degradação dos costumes. Theodore Dalrymple é o pseudônimo de Anthony Daniels, médico psiquiatra que tem passagens por hospitais, por uma prisão em Birminghan (como psiquiatra), além de ter trabalhado em diversos países na Africa, América Latina e Europa Ocidental. Ele tem uma visão bem conservadora e, por isso mesmo, merece uma leitura. Terminei a leitura do primeiro ensaio. Muito interessante. Apesar de ter como base a experiência maior do autor na Inglaterra, seus pensamentos podem ser transportados para as situações que  que estamos vivenciando no Brasil e América Latina. Algumas conclusões interessantes de Dalrymple: o wellfare inglês é um dos responsáveis pelo aumento da criminalidade. Na Inglaterra o crime hoje está muito mais difundido que antigamente, mas contrariando os argumentos que ouvimos hoje,  antigamente existia mais pobreza. Hoje o estado protetor, guiado pela aparentemente generosa e humana filosofia que nenhuma criança, seja qual for a origem, pode sofrer privações, dá toda a assistência a qualquer criança, ou a mãe de qualquer criança, logo a partir do seu nascimento. Nesta situação é vantajoso para a mãe se colocar numa situação de desabrigo, ser uma mãe solteira, sem suporte do pai da criança e dependente do estado para obter rendimento. Para o pai, o estado o absolve de ter responsabilidades com a criança. O estado agora é o pai e o pai biológico está liberado para usar os seus rendimentos para o que quiser, farra, bebidas, mulheres. Mas esta ação, digamos financeira, colocada pelo estado, não é suficiente. É necessário que isto seja moralmente aceito e a intelectualidade está ai para isso. Conhecemos isso, não é?
Até outra postagem.

domingo, abril 19, 2015

LILYHAMMER - O que o Frank Tagliano pensa do Brasil

Qual é a bronca que a NETFLIX tem com o Brasil?
A excelente série Lilyhammer pega pesado e mereceria uma reprimenda oficial da presidente Dilma. A série conta a história de um mafioso americano, Frank Tagliano, que ameaçado pelos companheiros, forja sua morte e vai se esconder na Noruega, mais precisamente na pequena cidade de Lilyhammer. Lá ele faz o que sabe. Transforma alguns noruegueses em mafiosos e começa a empreender no seu velho estilo, o cabaré Flamingo, um programa de refugiados que recebe doações e mil e uma outras coisas. Na temporada 3, logo no início, aparece o Brasil. Um dos capangas noruegueses de Frank conhece uma brasileira pela internet. Vai para o Rio e já iniciam os preparativos para o casamento. Na realidade é um golpe dos brasileiros para usar um estrangeiro no transporte de drogas. O capanga de Frank acaba preso. No Ministério de Relações Exteriores, Frank faz o primeiro ataque ao Brasil quando o funcionário diz que não pode fazer nada. -"Lá nos Estados Unidos nós sabemos como tratar estas repúblicas de bananas"
Já no Brasil um advogado representante da embaixada norueguesa tem dificuldade em conseguir negociar a liberdade do capanga de Frank. Frank chama o funcionário brasileiro para o lado e...adivinhe. Negocia a propina para liberar o seu capanga. Algumas tomadas ainda mostrando o estado da prisão brasileira, mais ou menos fiéis. Depois a volta para casa com tudo resolvido. Apesar de nos sentirmos um pouco inconfortáveis com essa chacota internacional, recomendo a série que é muito boa. Na NETFLIX encontramos as três temporadas

sábado, abril 18, 2015

KINKY BOOTS - Melhor filme sobre travestis

Agora que o Jean Wyllis diz uma série de bobagens sobre a questão sexual e as liberdades individuais, nada como um filme como Kinky Boots. É uma postagem antiga que eu resolvi colocar novamente.

KINKY BOOTS - FÁBRICA DE SONHOS (7/8/2007)

O nome que deram ao filme no Brasil não tem nem de longe a malicia do nome em ingles. Kinky tem várias traduções mas ligado ao "boots" remete para B&D, boundage and domination, ações sexuais não muito convencionais estreitamente ligadas a couro, algemas, botas, coleiras e chicotes. Mas Kinky Boots, do diretor Julian Jarrold, é um excelente filme, de humor refinado como toda comédia inglesa que se preza. E um filme que, sem dúvida, podemos usar numa aula de administração. Aquilo que eu já tenho falando em diversas postagens - o uso do cinema como metodologia de ensino. Numa pequena cidade ao norte de Londres, Northampton, existe uma fábrica artesanal de sapatos. Charlie Price (Joel Edgerton), filho do dono, foi criado ao velho estilo empresarial, passando por todas as funções dentro da empresa. O pai o estava preparando para assumir o negócio como os outros pais da familia Price já haviam feito antes. Mas isto não era o que Charlie queria e o pai, cabisbaixo anuncia aos funcionários que o herdeiro não vai continuar na empresa porque vai trabalhar com marketing em Londres. E marketing soa muito feio. Charlie recem está se acomodando em Londres com sua noiva quando recebe a noticia da morte do pai. Volta e conhece a realidade da empresa. Completamente falida. Tentando salvar alguma coisa ele vai a Londres vender sua produção. Descobre a globalização. Os sapatos checo-eslovacos custam a décima parte dos seus sapatos artesanais. "- Pobres dos donos destes sapatos, eles não duram um ano, enquanto os nossos são para toda vida" diz Charlie. O comprador responde: "- Sim duram apenas um ano e eles tem que comprar outros, que ótimo não?". Desiludido Charlie volta para Northamptom e começa a despedir seu pessoal quando é confrontado por uma funcionária, que imediatamente sabemos que vai ser importante na estória, que diz "- Você é destes empresários que fica dizendo o que é que vamos fazer? e não faz nada. Trate de achar um nicho para esta empresa" Ai começam as lições. A fábrica é pequena, os custos são altos, mas ela pode produzir um produto diferenciado. Quem quer um produto diferenciado? Charlie, em Londres, defende uma suposta mulher de um assalto. Não é uma mulher. É Lola (Chiwetel Ejiofor), uma dragqueen dona de um cabaré de.. dragqueens. Quando Lola se queixa que as botas de mulher que ela usa não suportam o peso de um homem Charlie vê o seu nicho de mercado. E pelo que se sabe de Londres.. que nicho. De volta a Northamptom Charlie põe seus funcionários a trabalhar e produzem o primeiro prototipo. Mas faltou a Charlie um dos primeiros conceitos da administração. Saber exatamente o que o cliente deseja. Lola odeia as botas. Para começar as botas são cor de vinho. Que horror... Vermelho é a cor que tem que ser. E os saltos.. horrorosos..quadrados, masculinos. Os saltos tem que ser altissimos e finissimos. Colocando o seu R&D a trabalhar chegam a solução - Uma fina placa de aço poderá dar a sustentação necessária ao altissimo salto. Lola se muda para Northamptom e aos poucos os conservadores operários vão se acostumando com sua presença. Um diálogo é notável. A velha senhora, dona da pensão onde está Lola, pergunta: "Mas você é homem ou mulher?" Lola se volta preparada para enfrentar o preconceito e responde "- Homem". A dona da pensão sem dar muita importância responde: "- É só para saber como eu deixo a tampa do sanitário". Mais administração.. A forte exigência de Charlie para uma mostra em Milão produz desconforto e desmotivação no grupo. Mas um truque de Lola faz os operários perceberem a situação e se entregar de corpo e alma ao serviço.
A feira de Milão é um sucesso é claro. Um destaque na interpretação de Chiwetel, magnifico, sem em nenhum momento ridicularizar o seu personagem. E um grande talento no palco quando cantando e dançando. No DVD ainda temos alguns extras muito interessantes que mostram que a fábrica existe. Que é uma estória real. E melhor ainda.. que o filme foi feito numa fábrica artesanal de sapatos (que parou durante uns vinte dias para a filmagem) e com boa parte dos extras formados pelos próprios funcionários. E a boite de drag queens idem, com drag queens de verdade e Lola. Absolutamente imperdível.  
Até a próxima postagem.
Um pedacinho do show de Milão

sábado, abril 11, 2015

SOBRE CENSURA

Ouvindo estes papos de controle social da mídia, lembrei de uma publicação do blog há um bom tempo atrás.
A série Antes de Watchmen, que já está na edição n˚ 5, é imperdível para quem gostou de Watchmen, quadrinhos ou filme. Em cada revista é apresentado um dos personagens. A n˚ 5, é Comediante.
Quando li os primeiros quadrinhos do Comediante fiz logo uma relação que vocês já vão entender. Tinha acabado de ler na VEJA o quid pro quo do Roberto Carlos, que não quer que ninguém saiba que ele tem uma perna mecânica, Chico Buarque, Caetano, Gil e outros, contando com a adesão mais recente de ninguém menos que José Dirceu,  querendo proibir a publicação das tais biografias não autorizadas.
Pois vamos ao Comediante. Para começar ele é amigo do peito dos irmãos Kennedy e nos primeiros quadrinhos a turma toda está jogando futebol americano no pátio de John. O Comediante vai para a sala onde se encontra com Jacqueline.
Comediante - Idealista? Não mesmo, eu…
Jackie - Você luta contra o crime, certo? Bobby acha que faz isto também
Comediante - Faz mesmo. E é muito mais eficiente do que eu. Eu sou um rosto, ele é..
Jackie - Um rostinho bonito. Assim como o Jack. E você pode até não admitir que adora..
Comediante - Respeito
Jackie - ..os três. Mas eu sei que eles te adoram. "Meus meninos", como você os chamou. Eles são bastante abertos quanto a seus amores… Por exemplo. Aquela piranha drogada e oxigenada…
Comediante - Não conheço. (eheheeh)
Jackie - E mentirosos não ganham pontos. Tenha por mim um tiquinho do respeito que tem por meu marido. Sabia que ela está se engraçando com um gangster, agora…"
Comediante - Giancana
Jackie - É esse o nome dele? Eu não presto atenção. Ele é um criminoso, inimigo do crime?
Comediante - Claro que sim. É mesmo.
Jackie - E aquela puta loira, chapada até a unha do pé.. você sabe como é a língua dela? É solta, não? Eu entendo que você não seja idealista… Mas acho que sabe o que tem de ser feito, Eddie.

No próximo quadrinho o Comediante está de pé ao lado da cama de Marilyn Monroe, morta, com alguns vidros de barbitúricos ao lado. Ele dá um beijo na bunda de Marilyn e vai embora.

Nas três primeiras páginas a história passa por personagens bem mais significativos para os Estados Unidos que os meninos lá de cima para o Brasil, acusa Jackie de encomendar um assassinato, dá a entender que ela era o cérebro do grupo, que os irmãos eram uns galinhas e.. não ouvi falar de ninguém tentando impedir a publicação da revista.
Vamos aguardar dias mais coerentes por aqui.



IRENE - Pierre Lemaitre

Acabei de ler um excelente policial - Irene - do autor francês Pierre Lemaitre. Acho que é o primeiro livro dele lançado no Brasil. É um suspense sensacional que está sempre na nossa frente e tem um final bem diferente do convencional. O personagem principal é um improvável herói, inspetor da policia de Paris que tem como uma característica marcante, sua altura - 1m47cm. Vale a pena. Em qualquer livraria. Acho que R$ 49,00. Felizmente os livros subiram pouco. Aqui a página do autor  

sábado, setembro 13, 2014

SEIS ANOS DEPOIS

Eu gosto dos livros de Harlan Coben, com seu personagem Myron Bolitar. Já li todos que foram publicados no Brasil pela editora Arqueiro. Agora foi lançado o último livro de H. Coben, que não é com o Bolitar, mas que é um suspense sensacional - Seis Anos Depois. Leitura fácil, 270 páginas, e menos de R$ 40,00 e R$ 18,00 em ebook. Li de uma sentada só. Acho que vocês vão fazer o mesmo

sábado, maio 03, 2014

quarta-feira, março 19, 2014

TREINAMENTO USANDO FILMES

Esta é uma postagem antiga mas que vale a pena ver de novo.
Uma das coisas que temos sempre me interessou foi a identificação de filmes que possam ser utilizados como ferramenta de ensino. O filme, se bem utilizado, pode ser um elemento maravilhoso para transmitir uma idéia ou um conhecimento. A primeira vez que assisti este uso foi há bastante tempo, digamos anos setenta, onde em um treinamento de liderança (era a febre da época) foi utilizado o filme - Águias em Chamas (Twelve O´Clock High). É um filme de guerra, com Gregory Peck, que mostrava todos os tipos de liderança abordados pelo treinamento. A teoria deles baseava-se no peso relativo que o lider atribuia ao binômio tarefa/relacionamento. Eles criaram então os quatro quadrantes da liderança que apresento a seguir.

T

A

R

E

F

A

QUADRANTE I

RELACIONAMENTO BAIXO

TAREFA ALTO

QUADRANTE II

RELACIONAMENTO ALTO

TAREFA ALTA

QUADRANTE IV

RELACIONAMENTO BAIXO

TAREFA BAIXO

QUADRANTE III

RELACIONAMENTO ALTO

TAREFA BAIXO


R E L A C I O N A M E N T O


O quadro apresenta um vetor representando a tarefa e outro o relacionamento. Conforme se move para a direita ou para cima aumenta a intensidade do fator. Assim, por exemplo, no quadrante I nós temos um relacionamento baixo e uma tarefa alta. Este é o quadrante típico do sargento. A ordem é dada sem nenhuma preocupação com o que pensa o soldado ou o empregado. Faça isto e pronto. Já no Quadrante IV temos uma situação de alto comando. Baixa tarefa e baixo relacionamento. O presidente da empresa dá a ordem genérica e o administrador é que vai achar a forma de realiza-la e normalmente sem necessidade de construir nenhum relacionamento pessoal entre eles.
Em Aguias Em Chamas estas situações todas vão aparecendo aos poucos. O filme, dirigido por Henry King, apresenta o um grupo de aviadores americanos sediados em Archbury na Inglaterra em 1942. O batalhão é comandado pelo Coronel Davemport (Gary Merrill) que não vem tendo sucesso em suas missões. O relacionamento comandante/comandados é muito bom. Davemport é aceito e respeitado por todos seus comandados. Pelo nosso quadro acima está sendo praticado o Quadrante III, alto relacionamento e baixa tarefa. O comandante em chefe substitui Davemport pelo General Frank Savage (Gregory Peck), que chega e impõe linha durissima, muito diferente do que ocorria até então. Disciplina, trabalho duro e muito treinamento. Olhem lá no quadro -Quadrante I - Foco na tarefa, relacionamento zero. Os oficiais e aviadores reagem mas Frank Savage mantem sua linha de conduta. O resultado das missões começa a melhorar.
Além de ser um tratado sobre liderança quando se falava muito pouco nisto - o filme é de 1949 - Aguias em Chamas é um excelente filme.
Mas o objetivo desta postagem não é comentar o filme. O objetivo é deixar aqui a sugestão para que vocês utilizem o blog para sugerir filmes que possam ser utilizados em treinamentos, apresentar as experiências de vocês e possibilitar o inicio de um processo de troca que tenho certeza será muito rico.
Voltaremos ainda com este assunto.
Até a próxima postagem

Neste pedacinho de filme que vocês vão ver a seguir é claramente apresentada uma das teses do treinamento. O bom lider identifica a situação e passa a praticar o tipo de liderança requerido. Davemport está viajando no banco da frente do carro junto com seu sargento. Eles param, ele desce sozinho, amistosamente oferece um cigarro ao sargento, acende o cigarro do sargento, dá uma poucas tragadas no seu e diz "- Ok. Sargent". O sargento entende a ordem. Sai do carro, coisa que ele não havia feito antes, e abre a porta de tras, não mais a da frente, para Davemport. Davemport passou para o quadrante I. Vejam a sequência, mesmo estando sem legenda, é absolutamente clara.

sexta-feira, dezembro 20, 2013

DICAS DO TURISTA ACIDENTAL

Antes de iniciar sua viagem, o Auditor procurou o Turista Acidental e apresentou seu plano de vôo.

 - Turista, my friend, quais são tuas dicas?
O Turista Acidental olhou o plano, pensou um pouco..
- Algumas coisas interessantes no teu roteiro. Primeira parada no Raabe em Pantano Grande. Vai no pastel de queijo. O de carne é bom, mas o de queijo não tem igual. Em Alegrete, fica no hotel Caverá. Na suite tem até Jacuzzi. Preço bom. Depois de uma estrada nada melhor, não é?
Concordei com ele.
- Depois de toda esta estrada é melhor não fazer aquele churrasco tradicional. Lanchinho na Padaria Rosariense. Pertinho do hotel e muito boa.
- E em Barra do Quarai, que hotel?
- Nem pensar. Atravessa direto para Bella Union. Tem o único hotel razoável. Bella Union. Bom atendimento, boa cama, bom café. Uma quadra de uma das principais lojas do Free Shop.
- Tem Free Shop lá?
- É novo. Com algumas das lojas que encontras em Rivera, mas com algumas locais muito interessantes. A fronteira é mais chata porque tem uma ponte, mas os caras estão sempre dormindo, pelo menos no meio da semana. E para comer, defronte o rio, no parque das três fronteiras. Vale a vista. 
- Na volta vou ficar em Rosário, tem algum local razoável para ficar. 
- Tem um hotel muito bom. O Ibicui. Vais gostar. Bom preço, bom atendimento e os quartos reformados estão muito bons. Aproveita que é uma das paisagens mais bonitas do estado.

terça-feira, novembro 19, 2013

RAYLAN

Nas livrarias um livro novo de Elmore Leonard, morto este ano aos 86 anos, e com quase cinquenta livros publicados. Com total merecimento foi considerado pela Newsweek, o maior escritor de crime da América. O livro é Raylan e o personagem é ele mesmo, o Raylan da excelente série da TV americana - Justified. A história do livro já foi apresentada na série e é uma das melhores. O pessoal do plantio da maconha passa a explorar o comércio de órgãos, rins especificamente. A história é muito boa e vale pelo estilo de Elmore, um contista seco, sem muitos floreios, e que faz a gente ler como vendo um filme. Está por R$ 33,00 na Saraiva que foi onde comprei. Não perca a série também que contou durante as primeiras temporadas com a consultoria de Elmore.

terça-feira, outubro 22, 2013

ANTES DE WATCHMEN - COMEDIANTE

A série Antes de Watchmen, que já está na edição n˚ 5, é imperdível para quem gostou de Watchmen, quadrinhos ou filme. Em cada revista é apresentado um dos personagens. A n˚ 5, é Comediante.
Quando li os primeiros quadrinhos do Comediante fiz logo uma relação que vocês já vão entender. Tinha acabado de ler na VEJA o quid pro quo do Roberto Carlos, que não quer que ninguém saiba que ele tem uma perna mecânica, Chico Buarque, Caetano, Gil e outros, contando com a adesão mais recente de ninguém menos que José Dirceu,  querendo proibir a publicação das tais biografias não autorizadas.
Pois vamos ao Comediante. Para começar ele é amigo do peito dos irmãos Kennedy e nos primeiros quadrinhos a turma toda está jogando futebol americano no pátio de John. O Comediante vai para a sala onde se encontra com Jacqueline.
Comediante - Idealista? Não mesmo, eu…
Jackie - Você luta contra o crime, certo? Bobby acha que faz isto também
Comediante - Faz mesmo. E é muito mais eficiente do que eu. Eu sou um rosto, ele é..
Jackie - Um rostinho bonito. Assim como o Jack. E você pode até não admitir que adora..
Comediante - Respeito
Jackie - ..os três. Mas eu sei que eles te adoram. "Meus meninos", como você os chamou. Eles são bastante abertos quanto a seus amores… Por exemplo. Aquela piranha drogada e oxigenada…
Comediante - Não conheço. (eheheeh)
Jackie - E mentirosos não ganham pontos. Tenha por mim um tiquinho do respeito que tem por meu marido. Sabia que ela está se engraçando com um gangster, agora…"
Comediante - Giancana
Jackie - É esse o nome dele? Eu não presto atenção. Ele é um criminoso, inimigo do crime?
Comediante - Claro que sim. É mesmo.
Jackie - E aquela puta loira, chapada até a unha do pé.. você sabe como é a língua dela? É solta, não? Eu entendo que você não seja idealista… Mas acho que sabe o que tem de ser feito, Eddie.

No próximo quadrinho o Comediante está de pé ao lado da cama de Marilyn Monroe, morta, com alguns vidros de barbitúricos ao lado. Ele dá um beijo na bunda de Marilyn e vai embora.

Nas três primeiras páginas a história passa por personagens bem mais significativos para os Estados Unidos que os meninos lá de cima para o Brasil, acusa Jackie de encomendar um assassinato, dá a entender que ela era o cérebro do grupo, que os irmãos eram uns galinhas e.. não ouvi falar de ninguém tentando impedir a publicação da revista.
Vamos aguardar dias mais coerentes por aqui.



sábado, setembro 28, 2013

O CAVALO, de Steven James

Steven James escreveu uma série de livros de suspense com o agente do FBI, Patrick Bowers. Os livros levam os nomes das peças de xadrez. O primeiro que li, foi o Peão. Muito bom. Gostei muito mesmo. Em seguida saiu a Torre. Mesmo nível. E agora acabei de ler o Cavalo. Talvez o melhor. Não sei se o Bispo já foi editado em português, enquanto isto comprei na Amazon, por incríveis R$ 5,00 - The Bishop. Já estou começando a ler.

segunda-feira, setembro 16, 2013

O ANALISTA de JOHN KATZEMBACK

Tenho lido alguns livros ultimamente mas nenhum me deu vontade de compartilhar com vocês. Sabe, aquela vontade que a gente tem quando encontra algo realmente muito bom e quer imediatamente dividir com os outros. Aconteceu agora com O Analista, do jornalista e escritor John Katzembach. Na minha já proverbial ignorância eu não conhecia o Sr. Katzembach. Depois é que descobri que já havia visto um filme baseado em um livro seu - A Guerra de Hart, com Bruce Willis e Colin Ferrel. Não foi um filme que eu gostei muito apesar da história ser bem interessante.
O Analista me surpreendeu. É um suspense daqueles de começar a ler e varar a madrugada. Frederick Starks, o personagem principal, é um psicanalista de Nova York, freudiano, que no dia de seu aniversário recebe uma carta - "Feliz aniversário de cinquenta e três anos, doutor. Bem vindo ao primeiro dia de sua morte"
Supostamente o Dr. Starks causou um grande mal para o remetente da carta, e ele quer pagar em dobro. A ameaça é simples, se o Dr Starks não se suicidar em 15 dias, todos os seus parentes irão ser mortos, um de cada vez. Mas Mr. Rumplestiltskin, o misterioso autor da carta, oferece uma alternativa ao Dr. Starks, descobrir quem ele é antes da data fatal. A vida do Dr. Starks vira um inferno. Uma acusação de abuso sexual contra uma cliente, o desaparecimento misterioso de todas as suas aplicações financeiras, cancelamento de cartões, destruição do seu consultório. Inferno na terra. E uma mulher nua - Virgilio, aparece em seu consultório com esta mensagem - Ela como o velho poeta, pretende guiar o Dr. Starks para o inferno.
O livro é da editora Novo Século e numa faixa educada de preços - R$ 39,00. A edição americana é de 2002 mas só foi publicado no Brasil este ano.

quarta-feira, maio 29, 2013

INFERNO, DE DAN BROWN


Terminei de ler Inferno de Dan Brown. Dan Brown volta em grande estilo. Depois da decepção que foi o Simbolo Perdido. A forma ainda é a mesma. Uma equipe de pesquisa lhe fornece os dados com os quais ele vai prendendo nossa atenção. Conhecemos Florença e Veneza como se estivessemos passeando por suas ruas ou seus canais. As referências vão se empilhando uma sobre a outra. Um dos pesquisadores buscou a informação que no filme Fuga no Século XXIII (Logan's Run) a idade limite, para o auto sacrificio, era de 30 anos. No livro de William Nolan, em que se baseou o filme, no entanto, esta idade era de 21 anos. Na época os produtores de Hollywood acharam que o público alvo do cinema, 20 a 30 anos, não gostaria da idéia do suicídio aos 21. Dan Brown não perdeu esta informação e achou um jeito de colocá-la em Inferno. Mas a trama é boa. E a solução encontrada ao final é genial. Dan Brown parece ter evoluido na arte de dar um fim à suas histórias.
Um cientista maluco (ou não), gênio da medicina, conclui que a humanidade está no fim. É um New Malthusiano e um transhumanista. A humanidade está se multiplicando de uma forma que a natureza não conseguirá mais sustentar e não conseguirá usufruir dos benefícios que ainda estão no limiar da ciência. O fim será trágico e em muito pouco tempo. Não consegue convencer ninguém de suas teorias. Quando afirma que a peste negra foi uma resposta da natureza que permitiu a humanidade se recriar, que permitiu o surgimento da Renascença, é taxado de louco. É interessante. Já pensei muito sobre isto. Já brinquei até que a natureza vem encontrando suas formas de defesa, e uma é a proliferação do homossexualismo. Li na Veja desta semana uma reportagem sobre as mulheres que não querem mais ter filhos. Não posso deixar de pensar na Teoria da Conspiração. Que história é esta de achar que o problema é uma possível diminuição da natalidade? Talvez alguns gênios matemáticos já tenham feito seus cálculos e chegado a conclusão que o desastre está próximo. Nada melhor que despreocupar a turma dizendo que o perigo é a diminuição da natalidade enquanto se trabalha numa solução tipo a que o cientista de Dan Brown encontrou.
Leiam. Vale a pena.

sábado, maio 18, 2013

INFERNO DE DAN(TE) BROWN

Chegou nas livrarias da cidade o INFERNO, último livro de Dan Brown. Eu já havia comprado na pré venda da Amazon, na versão digital para nook, a edição brasileira saiu antes. É o que dá não acreditar na eficiência dos editores brasileiros.

domingo, maio 05, 2013

VOCÊS CONHECEM O VINE?

O Vine é um aplicativo interessante com o mesmo conceito minimalista do Twitter. Oferece possibilidades muito interessantes para a criatividade de cada um. Aqui vai um exemplo com um livro super interessante que mora, junto com alguns outros, na minha cabeceira.

terça-feira, abril 16, 2013

PRAZO PARA CERTIFICAÇÃO DE UNIDADES ARMAZENADORAS

O Cineman abre um espaço para um video sobre certificação de unidades armazenadoras. Quem só está a fim de cinema e adjacências, pode pular este.
Até um próximo.

sábado, abril 06, 2013

ROGER EBERT

Morreu, aos 70 anos, um dos grandes críticos de cinema e televisão, Roger Ebert, do Chicago Sun Times. Era um crítico diferente dos intelecualóides de plantão, entendia o gosto do povão (povão no sentido americano é claro)
Com uma pequena conversão USA/Brasil, dava para seguir suas críticas.

terça-feira, abril 02, 2013

FOTOGRAFIA DE VIAGENS

Comecei hoje um curso no Projeto Contato muito interessante. Fotografia de viagem com a professora e fotógrafa Maisa del Frari.
A maioria do pessoal viaja, fotografa e depois não sabe o que fazer com as fotos. É muita coisa, ainda mais com o digital, e poucas fotos querem dizer alguma coisa. Mostrar para os outros, nem pensar. Seria reeditar os terríveis shows de slides.
Então, além de boas fotos, é preciso algo mais. E este algo mais é o que pretende dar o curso do Projeto Contato.
Gostei da primeira aula, acho que vou gostar do resto.
Recomendo para quem gosta de fotografia e de viajar. Não custa nada trazer algumas boas lembranças. O link do curso no site do projeto contato é: clique aqui

sábado, março 23, 2013

TRANSFERINDO FOTOS E FILMES DO IPAD

Por incrível que pareça foi difícil descobrir como transferir as fotos que eu havia baixado no Ipad para o meu Imac. É praticamente automática a transferência de fotos e videos, quando são feitos com o próprio Ipad, mas com filmes baixados no Ipad a história é muito diferente. Esra é a razão deste video.

terça-feira, março 19, 2013

COLONIA DEL SACRAMENTO

Visitei Colonia e fiz algumas fotos e videos. Em breve documentário sobre esta incrivel cidade fundada pelos portugueses bem no meio da América Espanhola. Colonia do Sacramento é hoje Patrimônio da Humanidade.

sábado, março 02, 2013

EVENT MANAGER NO FINAL CUT PRO X

Um tutorial sobre o uso de um excelente programa - o Event Manager X. Simplifica bastante a vida do editor de Final Cut Pro X. Assista



Até a próxima postagem

sexta-feira, março 01, 2013

KEY FRAME COM O FINAL CUT PRO X

Mais um tutorial do blog do Cineman. Desta vez sobre o uso do Key Frame. O tutorial está muito simples e mostra como é fácil trabalhar com key frames no Final Cut Pro X.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

INFERNO - DAN BROWN

Já está anunciado o lançamento do novo livro de Dan Brown - INFERNO (o título original é inferno mesmo e não Hell). Vamos aguardar e esperar que seja tão bom quanto o Código de Da Vinci e que Lost Symbol tenha sido apenas um acidente de percurso.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

O PESADELO - CONTRATO PAGANINI

Acabei de ler O Pesadelo, de Lars Kepler, aliás, do casal sueco escritor, Alexandra e Alexander Andoril. Os dois escreveram um livro que foi absoluto sucesso em todo o mundo, e merecido sucesso, O Hiptnotista. O Pesadelo está no mesmo nível. O personagem principal ainda é o detetive Joona Linna. A literatura policial dos países nórdicos nunca é somente uma história policial. Existe sempre um contexto político. No caso de O Pesadelo, o tema principal é o comércio de armas.
Como em O Hipnotista, as viradas de O Pesadelo, o suspense, é espetacular.
Acho que é melhor não contar nada e apenas dizer que vale a pena ler. Na Saraiva internet está a R$ 25,40. 

quarta-feira, novembro 21, 2012

SLIDE SHOW - TUTORIAL DO FINAL CUT PRO X

Mais um tutorial do Blog do Cineman sobre o uso do Final Cut Pro X. Desta vez resolvemos falar sobre slide show. Acho que vocês vão gostar. Como sempre é dedicado aos editores novatos para que não tenham medo de se jogar numa edição de video (ou de fotos)
Até outro tutorial

segunda-feira, novembro 12, 2012

HEADHUNTERS

Minha mulher quase todo o final de semana retira 3 ou 4 filmes de nossa locadora predileta. Um deles é para mim, ou seja, uma aventura ou um policial para me agradar. Nem sempre ela acerta. Desta vez ela me apareceu com o Headhunters. A capa muito ruim (não é esta ao lado). O diretor eu nunca ouvi falar. Os atores, com exceção do que faz Jaime Lannister em Guerra dos Tronos, também não. Fiquei frio. Assisti meio desatento o inicio do filme. Que lingua é esta? Em seguida descobri que era um filme norueguês e em seguida que era baseado num livro de Jo Nesbo. Voltei ao inicio e passei a prestar atenção. O filme é excelente. Por sorte Headhunters é um livro de Nesbo que eu ainda não li.
O personagem principal, Roger, é um headhunter, um caça talentos para empresas multinacionais. Ele acha que tem um problema muito sério - um metro e sessenta e oito - no meio dos Vikings isto deve ser um sério problema e ser casado com uma linda mulher de um metro e oitenta só aumenta, desculpem, o tamanho do problema. Para sustentar o modo de vida que ele acha que tem que ter para compensar a altura, ele é um ladrão de arte. E um sofisticado ladrão de arte.
Tudo vai bem até que aparece o segundo personagem chave. Um holandês que quer trabalhar na Noruega e que tem um currículo perfeito e contrata nosso headhunter para arrumar-lhe um emprego numa poderosa multinacional de TI.
A partir dai o filme acelera e não tem como não ficar grudado na cadeira até o final.
Vale a pena. Acho que pouca gente conhece este filme. Fica a recomendação.

sábado, novembro 03, 2012

TRÍPTICO - KARIN SLAUGHTER

Preconceito é um negócio ruim. Mas eu tenho. Um deles é não acreditar em livros policiais escritos por mulheres. Que feio, não é? Começou há muito tempo quando confrontei Agatha Crhistie com Ellery Queen. Os primos novaiorquinos ganharam longe da dama inglesa. Claro que gostei muito de um filme do René Clement, Um Sol Por Testemunha, que depois descobri que era baseado em um  livro de Patricia Highsmith. Ripley é a exceção que confirmava a minha regra.
Então foi com muito cuidado que comprei Tríptico de Karin Slaughter. Simplificando. Só parei de ler quando terminou o livro. Karin Slaughter ( que sobrenome para escritor de policiais) é ótima. Apesar de parecer, no inicio do livro, que o personagem principal é o detetive Michael Ormewood aos poucos vamos descobrindo que na realidade é Will Trent. Fui pesquisar. Triptico é o primeiro livro de Miss Slaughter com o detetive Will Trent. É de 2006. Já tem mais seis publicados nos Estados Unidos. Vamos ver se a Record publica os outros logo.
Conheça Karin Slaughter

segunda-feira, outubro 29, 2012

O LEOPARDO (THE LEOPARD) de Jo Nesbo

Terminei de ler - The Leopard - de Jo Nesbo. Setecentos e quarenta páginas de Pocket Book. É o penúltimo livro de Jo Nesbo, quase todos com o policial norueguês Harry Hole.
Desta vez Harry abandonou a policia de Oslo após o caso do Snowman (não li ainda) e foi para Hong Kong. Lá, após se meter em problemas com as Triades está escondido no pior bairro da cidade. Vive como um sem teto. Parece que trocou o álcool, que ele não controla, pelo ópio, que ele pensa controlar.
Mas em Oslo, dois assassinatos levam a crer que mais um serial killer está a solta. Especialidade de Harry. Uma policial é mandada para Hong Kong para encontrar Harry. Claro que ele volta e começa um thriller sensacional. Inúmeras viradas, mais do que o recomendável, que levam até as últimas páginas sem sabermos o que realmente está acontecendo, ou aconteceu.
Para quem lê inglês recomendo o pocket da Vintage Books. Baratinho. Quando for lançado em português, como todos os livros do Nesbo, vai custar lá pelos cinquenta a sessenta reais. O título que eu já antecipo vai ser - O Leopardo.
Até a próxima.

sexta-feira, outubro 19, 2012

COPPER

Estou vendo algumas séries interessantes. Uma que eu gosto muito é Hell on Whells. Um faroeste muito bom. Semelhante a Deadwood. Neste se criava uma cidade. Em Hell on Whells é uma estrada de ferro que está sendo construida. Já está na segunda tempordada. Vale a pena.
Mas eu quero falar mesmo é de outra série, esta de nível superior. Copper. Começa bem e vai ficando cada vez melhor. O último episódio, o número 9, foi espetacular.
A história se passa em Nova York exatamente no período da Guerra de Secessão. Lincoln ainda não foi assassinado mas nós conhecemos três irmãos atores que estão montando uma peça de Shakespeare. Opps, o sobrenome deles é Both. Nova York está bem longe da guerra. A guerra que existe é a da sobrevivência em Five Points. Bairro paupérrimo de Nova York. O cenário reconstituindo a época é excelente.
Sem dúvida um grande programa. Não sei se está passando em algum canal mas a internet está ai para que?

sábado, setembro 22, 2012

EM DEFESA DE JACOB (Defending Jacob)

Outro escritor que eu não conhecia - William Landay. Acabei lendo Em Defesa de Jacob que foi lançado pela Record. É um romance muito interessante. Lembra muito o excelente Acima de Qualquer Suspeita que até deu um filme com Harrison Ford.
A história se passa na cidade de Lincoln, ao lado de Cambridge e Boston. Um garoto de 14 anos é assassinado. O promotor principal da cidade acompanha as primeiras investigações. Um pedófilo conhecido é o primeiro suspeito. Em seguida o promotor é afastado das investigações. O filho dele, também de 14 anos, passa a ser o principal suspeito. Uma impressão digital no sangue da vitima, o testemunho de um colega que o viu com uma faca semelhante a que poderia ter sido utilizada no crime, uma história na internet. A história se concentra na familia, pai, mãe e filho. O pai tem certeza da inocência do filho, a mãe tem suas dúvidas. Em todo o livro, até seu final surpreendente não sabemos realmente o que aconteceu. Ótimo suspense. Vale a pena. Em qualquer livraria. R$ 31,90.

domingo, setembro 16, 2012

O ICLOUD E MEU MAC - PARTE II

Há algum tempo fiz uma reclamação à Apple que não havia previsto a possibilidade de baixar (ou levantar) arquivos para o Icloud a partir do Imac ou Macbook. Esta possibilidade só estava aberta para Ipad e Iphone. Com o Mountain Lion tudo ia ficar na mesma. Qual não foi minha surpresa ao descobrir uma forma de transferir meus documentos em Pages e Keystone para o Icloud a partir do meu Imac. Não encontrei no manual do Mountain Lion e talvez poucos atendentes das lojas da Apple saibam. É simples. Quando mandar salvar o documento e aparecer a opção de onde salvar simplesmente escolha - Icloud, está escondidinho nas opções.

FECHE BEM OS OLHOS

Mais leituras. Estou na página 140 do Feche Bem os Olhos. Até aqui tudo bem, como dizia o cara que caiu do vigésimo andar no momento que passava pelo quinto. O livro é de John Verdon, do qual eu já havia lido, e gostado, Eu Sei o Que Você Está Pensando. Já comentei aqui no blog, lembram? Pois o Feche Bem os Olhos segue no mesmo caminho. Criativo, inteligente, com bastante suspense. O personagem principal é o mesmo do livro anterior, o policial aposentado David Gurney. Um casamento da elite. A noiva se afasta por alguns minutos da festa. É encontrada morta. O corpo sentado frente à uma mesa, onde está sua cabeça. O suspeito é o jardineiro que desapareceu misteriosamente. Será tão simples? Se conheço John Verdon é claro que não. Vamos ver. Me atrevo a recomendar o livro mesmo estando apenas no começo da leitura. Mr. Verdon já lançou seu terceiro livro que deve pintar breve por aqui e, segundo ele, já está colhendo notas para o quarto. Vamos aguardar e até a próxima postagem.

quinta-feira, setembro 13, 2012

SOB ATAQUE

Continuando o tema do post logo abaixo leiam o texto "Whem Things Go Bad" do pessoal da Stratfor, especialistas em segurança que eu já trouxe antes aqui no blog. "When Things Go Bad is republished with permission of Stratfor." O texto é bem mais detalhado e cobre algumas lacunas do video.

CORRA, ESCONDA-SE, LUTE

O título vem de um video de Houston, que recomenda aos cidadãos como reagir à um ataque armado. O video pode parecer meio óbvio mas tem o seu valor. Como as coisas por aqui estão cada vez ficando mais parecidas com as de lá, vale a pena ver o video.

sábado, setembro 08, 2012

LIGHTROOM

Fiz um curso de Lightroom no Projeto Contato. Está valendo a pena. O Lightroom é um programa essencial para quem faz fotografia. Primeiro ele resolve o principal problema para quem faz fotografia digital, ou seja, todo mundo. Organização das fotos. Como não se imprime mais fotos, elas são armazenadas no computador e, junto com outras mil, são impossíveis de achar sem uma procura desgastante. O Lightroom organiza tuas fotos. Mas não é só isto. Ele melhora as fotos. Não faz o trabalho do Photoshop mas, do meu ponto de vista, é muito mais útil. Eu não quero fazer grandes mudanças na foto, quero apenas corrigir a iluminação, alterar um pouco a cor, um corte diferente, enfim pequenas coisas que melhoram consideravelmente a minha foto. Fica a dica. Lightroom e, também, Projeto Contato, uma bela escola de fotografia.

SIMPLESMENTE MORTO - PETER JAMES

Depois de ter sido humilhantemente derrotado pelo Cemitério de Praga de Umberto Eco (não passei da página 50) passei a selecionar bastante os livros que compro. Caras conhecidos que eu gosto. Jo Nesbo, Jeffery Deaver, Michael Connelly e outros do mesmo naipe. Então foi com algum receio que, na falta de livros novos dos citados, comprei Simplesmente Morto de Peter James. Nunca li nada de Peter James e pensei que era um autor novo. A sinopse era interessante apesar de repetir uma história de Stephen King, e as primeira páginas, que sempre leio antes de comprar, prometiam. Depois descobri que Peter James é um veterano escritor inglês, com várias obras publicadas em diversos países, menos no Brasil. Veja o site de Peter James.(o Simplesmente Morto é o Dead Simple de 2005) A história parte de uma idéia interessante e traumática. Uma despedida de solteiro. O noivo tinha uma longa história de brincadeiras pesadas com os amigos em suas festinhas. Eles preparam uma pior. Embebedam o noivo e o enterram. Com direito a caixão, buraco, terra por cima e algumas benesses, um tubo para respirar, uma garrafa de whisky, um walkie talkie e uma lanterna. Seria apenas uma brincadeira muito pesada se todos os quatro amigos não sofressem um acidente de carro e morressem. A policia acha que o noivo apenas fugiu. A noiva está desesperada. A mãe do noivo pior ainda. Entra em cena o detetive Roy Grace, personagem de Peter James, e a história toma um rumo ainda mais inesperado. Já estou na página 300 e está valendo a pena. Agora é só aguardar que publiquem os outros livros de Peter James, só de Roy Grace existem mais cinco ou seis. Ou então começar a procurar os pocket books.

sábado, agosto 11, 2012

O REDENTOR - JO NESBO

Acabei de ler - O Redentor - do escritor norueguês Jo Nesbo. Já falei de outros livros que li deste autor aqui no blog. Eu já havia gostado muito dos dois primeiros que li, mas com o Redentor, Jo Nesbo alcança um estágio mais elaborado. Quem gosta de histórias policiais não pode perder este livro. É sensacional. Por volta de R$ 39,00 na Saraiva e Fnac.

segunda-feira, maio 21, 2012

TUTORIAL FINAL CUT PRO X - CLONAGEM

Na postagem anterior vocês viram um pequeno clip utilizando a técnica de clonagem no Final Cut Pro X. Aqui vai como fazer isto. É muito simples.

domingo, maio 20, 2012

domingo, maio 06, 2012

TUTORIAL DO FINAL CUT PRO X - CHROMA KEY

Este novo tutorial do Final Cut Pro X é sobre o uso de chroma key. Foi o que usei para fazer o clip Tapete Voador que está na postagem logo abaixo. É muito fácil e divertido. Até a próxima postagem.

quinta-feira, abril 05, 2012

EDIÇÃO DE SOM COM O FINAL CUT PRO X

Neste segundo tutorial do Blog do Cineman mostramos como é simples fazer uma edição de som para o seu primeiro filme.

segunda-feira, março 19, 2012

MOEBIUS

Houve tempo em que as grandes revistas não chegavam a Porto Alegre. Meu banco quase que mensalmente me "obrigava" viajar para Brasilia para contatos no Banco Central. Na época da Varig, custava a mesma coisa eu ir direto para Brasilia ou fazer uma escala técnica/educativa no Rio de Janeiro. Eu fazia a escala. Era só uma noite. Chopp em Copacabana e um passeio numa banca de revistas que ficava quase no Leme. Duas revistas eram o meu alvo. National Lampoom e Heavy Metal. A Heavy Metal era a edição americana da francesa Metal Hurlant. Ali conheci grandes caras dos quadrinhos modernos. O principal deles - Moebius. A Garagem Hermética eu custei para entender. Sabia que tinha alguma coisa genial ali, mas não entrava na minha cabeça, como diz um aluno da minha irmã. Depois saiu uma edição brasileira da Heavy Metal que, infelizmente, durou pouco. Ai eu já conseguia comprar em Porto Alegre. Pois no dia 10 deste mês, Jean Giraud - Moebius partiu desta, quem sabe para seus mundos imaginários. Abaixo uma das últimas aparições de Moebius, em 2010.
Quand Mœbius mettait sa patte sur “Télérama” ! por telerama

terça-feira, fevereiro 28, 2012

A SUCATA DE PELOTAS

Em homenagem ao dono da Sucata, casa noturna que fez sucesso em Pelotas há muito, muito tempo atrás, que fez aniversário neste mês, republico uma postagem do blog.

Final dos anos sessenta. Eu tinha me formado em agronomia e agora tinha os meus dois irmãos seguindo meus passos. O mais velho deles me procura dizendo que queria dar uma guinada na vida, parar os estudos e colocar uma casa noturna em Pelotas. Ninguem estava apoiando a idéia e ele precisava financiamento. Ele foi convincente. Contra a opinião de todos fiz um pequeno empréstimo e surgiu a SUCATA, que durante muito tempo foi a melhor casa noturna de Pelotas. Depois, para a felicidade de nossa mãe, ele voltou para a agronomia e concluiu, com louvor, o curso. Mas exatamente no período que a SUCATA estava funcionando aparece em Pelotas um produtor cinematográfico com um projeto de um filme de ficção cientifica - UM HOMEM TEM QUE SER MORTO. Na realidade o cenário futurista era um disfarce do produtor/diretor para poder levar avante sua critica ao regime ditatorial. A cidade passou a viver o filme. No tempo das cabeleiras, cabeças raspadas começaram a fazer parte da paisagem. Eram os extras de Um Homem tem que Ser Morto. A SUCATA foi escolhida como um dos cenários e um cenário que não tinha nada a ver com ela - os porões da ditadura. Ali eram torturados os dissidentes do governo totalitarista. Como estavamos em plena ditadura claro que o filme não pode ir muito longe. Nem o Davide Quintans, o produtor/diretor que eu falei lá em cima, tem uma cópia do Um Homem Tem que ser Morto. Eu conheci o Quintans muito tempo depois quando ele apareceu no banco de desenvolvimento que eu trabalhava para financiar um outro filme - Meu Doce Vampiro - que acabou não passando do roteiro. Ontem, depois de muito tempo, encontrei o Quintans e ele, além de me prometer fotos das filmagens na SUCATA que ele havia resgatado, me falou de seu novo filme - A ILHA DOS ESCRAVOS. A ILHA DOS ESCRAVOS é uma coprodução de Espanha, Portugal, Cabo Verde e Brasil. Quintans é o co-produtor do lado do Brasil. O filme ainda não foi lançado e tem Zezé Mota e Milton Gonçalves entre os atores brasileiros. O Diretor é o português Francisco Manso, de quem nós já vimos o muito bom - O Testamento do Senhor Nepomusceno. O cenário brasileiro foi em Alagoas, na cidade de Marechal Deodoro. Mas poderia ter sido no Rio Grande do Sul. Foi a primeira alternativa trabalhada pelo Quintans, que há muito tempo se adotou como Porto Alegrense. Eles queriam só apoio logístico. Nem isto conseguiram, parece que aqui é pecado apoiar alguém que não faça parte daquela panelinha que vocês conhecem. É uma espécie esquisita de reserva de mercado que independe do partido que estiver no poder. Eu não entendo. Acho que ninguém entende.
Até a próxima postagem
Fotos da filmagem de Um Homem Tem que Morrer na SUCATA


terça-feira, fevereiro 21, 2012

NETO DE PEIXE..

A netinha do Cineman, 8 anos, incomodou até que ele resolveu ensina-la a usar o Final Cut para fazer edição de filmes. Ela queria editar um filme que a mãe dela fez de um dos gatos da familia, o velho e gordo Thomas. Thomas é um gato que na juventude praticava esportes radicais. Uma vez se jogou do sexto andar (ou sétimo) sem asa delta nem paraglider. Vôo livre mesmo. O resultado foram alguns apliques de titânio. Depois do susto ele se acomodou, passou a ver os filmes do Garfield, e adotou a nova filosofia. Voltemos ao filme. Começamos a edição. Ela entendeu logo, logo, a lógica do software. Selecionou os cortes, escolheu a transição para aplicar entre as cenas (eu tentei explicar que tinha que ser uma transição mais suave, mas ela optou por uma transição radical), escolheu a música tema, título e créditos finais. O resultado ficou ótimo para um primeiro trabalho.

sábado, fevereiro 04, 2012

PIRATE LATITUDES - MICHAEL CRICHTON

Acabei de ler Pirate Latitudes, último livro escrito por Michael Crichton, morto em novembro de 2008. O livro foi publicado nos Estados Unidos em 2009, portanto uma edição póstuma. Em 2011 ainda foi publicado mais outra obra de Crichton - Micro - mas que teve que ser finalizada por Richard Preston.
Pirate Latitudes é um livro de piratas. Para mim que passei minha juventude lendo Sandokan e Capitão Blod, Pirate Latitudes foi um achado.
A história se passa na Jamaica, em 1665, uma perdida colônia inglesa no meio dos espanhóis.
O Capitão Charles Hunter é um pirata, a maioria dos marinheiros que moram na capital da ilha, Port Royal, também são piratas, mas como pirataria é crime, eles chamam suas ações de privateering. Que em última análise é pirataria com alguma boa desculpa.
E o governador, representante do Rei da Inglaterra, também participa destas atividades. A participação normalmente é através do financiamento das expedições. O pagamento é uma parcela pesada da colheita, a parcela do Rei, que acaba sendo a parcela do governador.
A história começa com a informação obtida pelo governador que um navio espanhol está num porto espanhol perto de Port Royal. Um navio solitário, num porto do Caribe, naquela época do ano, só tem um significado. É um navio cheio de riquezas que não conseguiu acompanhar o resto da frota.
Um trabalho para o Capitão Charles Hunter. Dai em diante se desenrola a história que, como todas as de Crichton, tem a agilidade que já faz esperar um filme. Parece que Spielberg já está trabalhando no assunto.
Se vocês estão com saudades de um bom, melhor, de um ótimo livro de piratas, que não fica devendo nada à Salgari, leiam o Pirate Latitudes.
Na Saraiva, R$ 25,00.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

O ICLOUD E MEU IMAC

Como todos vocês, recebi uma propaganda do iCloud que me chamou a atenção. Que produto maravilhoso. Inscrevi-me imediatamente no iCloud, atualizei o sistema operacional do meu Imac e do meu MacBook para o Lion 10.7.2 e comecei a colocar meus documentos nas nuvens. Quer dizer... tentei colocar meus documentos no iCloud. Segui minuciosamente todas as instruções do site da Apple - Nada aconteceu.
Comprei uma revista - macmais - que tinha um artigo com um tutorial extremamente detalhado para implantar o sistema. Podia ter poupado os R$ 14,90 da revista. Não funcionou.
Visitei a Fnac. O pessoal da Apple foi muito solicito. Tentamos juntos incluir um documento do Pages no iCloud. Nada. O funcionário ficou de procurar informações. Aproveitei que estava no Barra e fui no iPlace. O funcionário foi muito prestativo. Sem problemas. Funciona muito bem. Vamos fazer um passo a passo, então, disse eu. Fomos para o passo a passo. Não funcionou. O funcionário ficou muito decepcionado. E eu já mais ou menos conformado. Dias depois fui ao Iguatemi. Tentei a outra loja do iPlace. Sem problemas, o sistema é muito bom. Fomos para o passo a passo e, vocês já sabem, nada.
Não desisti. Liguei para o 0800 da Apple. Atendimento nota 10. O sistema iCloud funciona muito bem. Em qualquer computador com o Lion ou nos tablets e iPhone com IOS 5. Vamos para o passo a passo, disse eu. Melhor, respondeu ele, vou entrar no seu computador e acompanhar o processo. Maravilha. Chegou na hora de colocar um documento. Surprise. Não funcionou de novo. Foi formado uma junta técnica no 0800. Após alguns minutos recebi a informação final. - Não é possível colocar nenhum documento no iCloud, utilizando o iMac ou o MacBook. Só os equipamentos que tem IOS 5, podem encaminhar documentos para o iCloud.
Só que ninguém sabe isto nas revendedoras. As revistas especializadas não sabem. E o próprio site da Apple, esconde esta informação (porque eu acredito que eles sabem)
Tudo bem. Vou ter que me conformar com as limitações de meus equipamentos mas é um absurdo que a Apple não tenha previsto em seu novo sistema operacional - o Lion - a possibilidade dos usuários colocarem seus documentos no iCloud. E é exatamente onde os usuários tem a maior parte dos seus documentos. Nos equipamentos que tem capacidade de armazenagem.
Bom, ninguém é perfeito. Mas convenhamos...

quarta-feira, janeiro 25, 2012

INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA - ABRIL 2008


Esta postagem é de 2008 e acho ela legal. Como esta trocando o presidente da Petrobrás, vale o repique.


INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
Todas as segundas feiras me encontro com dois amigos de infância/juventude. Nestas reuniões os assuntos são política atual e reminiscências. A melhor parte são as reminiscências. Recordar é viver (..eu ontem pensei em você). Na política a conversa é só no lado ameno e ai surgem idéias interessantes. Uma possível dobradinha para a prefeitura - Manoela para prefeita e Nelson Proença para vice. Pobre Marx. Uma campanha de doação de equipamentos de informática para Cuba. Nada muito sofisticado para não prejudicar a abertura gradual proposta pelo mano Raul. A sugestão aprovada para a campanha foi se recolher os CP 400, MSX, Commodore 64 e TK 80 que por milagre ainda funcionem e, para não esquecer a gurizada cubana, alguns Ataris 64. Aliás, do jeito que a política anda na América Latina nada melhor do que passar-lhe algumas gargalhadas a volta. Mas nas reminiscências descobri uma coisa interessante apesar de, depois de descoberta, bastante óbvia. A reunião com amigos antigos traz para a memória coisas absolutamente esquecidas. A famosa associação de idéias, no caso, associação de lembranças. É muito divertido. (Claro que só lembramos as coisas boas). Uma coisa que lembrei e que estava absolutamente esquecida foi o Crush premiado. Crush era um refrigerante com sabor de laranja que, para nos enganar, continha pedacinhos de gomo de laranja. Nós eramos meio patetas mesmo e achavamos que era natural. E tinha o Crush premiado. Quando se tinha sorte, debaixo da cortiça da tampinha da garrafa (sim as tampinhas tinham cortiça) vinha o esperado "Tome outro Crush grátis". Mas a fábrica queria manter um padrão de 1 ou 2 garrafas premiadas por engradado e bolou um sistema para identificar as tampinhas premiadas. O design da tampinha era um bonequinho de braços abertos dentro de um triângulo. Na tampinha premiada um dos braços do bonequinho saia para fora do triângulo. Eu descobri isto depois de muita investigação e a partir dai tomei muito Crush grátis. Quando lembrei isto no grupo de amigos foi uma surpresa, nenhum deles conhecia o truque. Então vi que com 15 anos eu já tinha descoberto os principios da Informação Privilegiada. Mais ou menos a mesma coisa que um diretor da Petrobrás tem antes de anunciar a descoberta de um grande poço de petróleo. Eu intuitivamente sabia que meus amigos eram meus principais concorrentes na busca das tampinhas premiadas e, mais importante, intuia que se o truque se tornasse público a fábrica do Crush iria alterar o procedimento e eu perderia os meus Crushs grátis.
Até a próxima postagem