terça-feira, maio 24, 2011

DE GETÚLIO VARGAS A ZÉ CARIOCA - 26/04/2007

Mais uma postagem do baú. O desenho que encerra a postagem é um clássico. Esta postagem é de abril de 2007

Um amigo meu me mandou este pedacinho de filme que vocês vão ver em seguida. É o desenho da Disney, Aquarela do Brasil, que lançou o Zé Carioca. Sim e dai? O Blogmaster enlouqueceu? O que é que o ditador do Estado Novo ou o estadista Getulio Vargas tem a ver com isto? Pois os americanos estavam loucos que o Brasil entrasse na guerra contra a Alemanha. Fizeram de tudo. Getúlio percebeu isto e conseguiu financiamento para criar a primeira siderúrgica brasileira, a Siderúrgica de Volta Redonda, que marcou o inicio da industrialização do país. De nhapa Getúlio ainda levou um financiamento para a hidroelétrica de Paulo Afonso. Mas os americanos fizeram mais. Convenceram Walt Disney a vir ao Brasil e ver se criava algo agradável aos brasileiros. Surgiu então o Zé Carioca. O Zé Carioca original era simpático, levemente malandro mas um personagem honesto. Depois os roteiristas nacionais transformaram o Zé Carioca num trambiqueiro, um Palocci, talvez para representar melhor o espirito nacional. O meu professor de história, levemente germanófilo, ainda ensinava que como isto tudo ainda não havia sido suficiente para lançar o Brasil na guerra, os americanos tiveram que afundar alguns navios mercantes brasileiros fingindo-se de alemães.
Esta é a história, mas vejam o desenho a seguir que é uma obra prima.
Até a próxima postagem

3 comentários:

PoPa disse...

É verdade que os roteiristas brasileiros adaptaram o Zé Carioca ao espírito dos que não gostam de trabalhar, mas vivem trambicando e enganando até os amigos. Para quem não sabe, as revistinhas da Abril eram produzidas por aqui. E duvido muito que seriam traduzidas para o inglês...

CINEMAN disse...

PoPa, não percebestes a inclusão do Palocci.

PoPa disse...

Percebi, sim! Ele é o protótipo do "Zé Carioca" no pior sentido do personagem. Zé, o original, já fazia lobby para conseguir coisas para ele. E ferrar com os amigos que, estranhamente, continuavam amigos dele.