sábado, março 15, 2008

MAIS ECONOMISTA CLANDESTINO


Pois tirei dez dias de férias. Na pesquisa por um local saquei fora qualquer um no qual eu precisasse enfrentar aeroportos desorganizados, empresas de aviação incompetentes e reguladoras mais ainda. E não estava disposto a dirigir em estradas muito tensas, esburacadas e cheias de pardais traiçoeiros (Aquelas em que o limite é 80 km, ai baixa para 60 km e tem um pardal). O resultado da pesquisa acabou me levando para Punta Del Este. E o Cineman levou junto o Economista Clandestino. No supermercado de Punta, a Tenda Inglesa, o Cineman, na persona do Economista Clandestino, observou que para comprar bananas é só fechar os olhos e apanhar qualquer cacho do expositor. Tem algumas oriundas do Brasil mas a maioria é do Equador. O Economista Clandestino lembrou que em qualquer supermercado do Rio Grande do Sul o cliente fica uma hora na prateleira das bananas para escolher um cacho que seja apenas razoável e que isto pode estar ligado ao que se chama-Abertura de Mercado. No Brasil só tem banana brasileira. No Uruguai eles compram de qualquer lugar. A banana que vem do Equador é de primeirissima qualidade e a brasileira que quiser competir com ela no supermercado de Punta tem que ser de primeira qualidade também. Então a banana que vai para fora do Brasil é a boa. Como não existe competição com produto de qualidade de fora do país o que nos sobra são aquelas bananas que vemos no supermercado. Mas porque não vem produto de fora? Porque precisamos proteger o produtor nacional e dar-lhe condições de continuar incompetente. E continuamos a gritar junto com ele contra a globalização. Outra coisa que o Economista me chamou a atenção na Tenda Inglesa foi para o balcão dos queijos, salames e companhia. Muita gente comprando. Uma fila enorme? Não. O cliente retira um ticket numerado e continua comprando até ouvir que chamaram o seu ticket. Espertos eles. Mais tempo para comprar. Na visão do cliente "-não estou perdendo tempo". O Economista ainda mostrou outras coisas que vou guardar para as próximas postagens. O Ecomista também me falou. "-Cineman, é melhor manter uma regularidade maior de postagens com textos menores do que fazer textos muito extensos uma vez por semana ou de dez em dez dias"

4 comentários:

Pobre Pampa disse...

Punta, realmente, é outro mundo. E, em março, já não tem os deslumbrados emergentes, restando o charme do local. Mas o Economista tem a mesma idéia do PoPa: textos pequenos e mais frequentes são melhores para os leitores.

CINEMAN disse...

Uma coisa que me impressionou foi a absoluta ausência de mendigos e meninos de rua. Imagina que não tem ninguem nas sinaleiras jogando bolinhas pra cima. Como é que eles conseguem isto? Me lembrei do Lacerda na antiga Guanabara - começaram a diminuir os mendigos nas ruas e a esquerda da época (eu junto) tinha absoluta certeza que a metodologia para reduzir o número de mendigos era simplesmente jogá-los no Guandu.

Pobre Pampa disse...

Percebestes algumas camionetas brancas em locais estratégicos, com pessoas dentro? Fazem parte de uma milícia (acho que privada, pois não têm uniformes) que mantém a península em ordem, sem grande alarde.

Pobre Pampa disse...

Sobre os mendigos de Lacerda, lembro da história, mas não lembro de que tenham achado dezenas de corpos no rio...