sexta-feira, novembro 23, 2007

FILMES DE PIRATAS


Sempre gostei de filmes de piratas. Lá pelos anos cinquenta, os filmes de piratas disputavam lado a lado com os filmes de cowboy a preferência da garotada. Tinha até gibi de piratas, o Albatroz era um que eu lembro. O melhor filme de piratas da época foi o Capitão Blood, Errol Flynn com aquela interpretação caricatural, que hoje achamos completamente destrambelhada, era o maior barato. Mas tinham outros. Burt Lancaster fêz o ótimo PIRATA SANGRENTO (The Crimson Pirate) junto com o baixinho (1,60 m) Nick Cravat, que havia sido seu companheiro de circo em priscas eras. Cravat e Burt Lancaster fizeram nove filmes juntos. Até hoje muita gente pensa que Cravat era mudo. Acontece que ele carregava consigo um indisfarçável sotaque do Brooklyn que seria dificil de justificar em um pirata do século XVIII.
Hoje, infelizmente, os nossos filmes de piratas são outros.. e nada bons. Eu fiquei entusiasmado quando ouvi o Comandante da Brigada, há um mês atras, dizer que pirataria é crime e que o brigadiano que ver alguém vendendo fitas piratas e não fizer nada está compactuando com o crime. Em Porto Alegre, no mesmo dia, a repressão ao crime de pirataria foi fortissima. Os costumeiros protestos claro que vieram, com aquela velha desculpa "- Precisamos levar comida para casa". Deve ser a mesma desculpa que o assaltante de banco ou, só para lembrar um antigo Secretário de Segurança, o assaltante de farmácia, utiliza. Lembrei do Carvana - "- Vai trabalhar Vagabundo".
Minha alegria durou pouco. Em Livramento encontrei a pirataria correndo solta. Os primeiros que vi foram na avenida que divide Brasil e Uruguai, do lado do Uruguai. Pensei "- espertinhos, sabem que do lado do Brasil não vai ter moleza" . Inocência minha. Indo para o hotel, já do lado brasileiro, estava um piratinha com seu produto descaradamente a venda e... com um brigadiano a menos de 5 metros. Mas em Pelotas foi pior. Lá eles tem um camelódromo criado pela prefeitura. Pois no tal camelódromo metade das bancas vendem fitas piratas, e tem até televisão para apresentar a qualidade do produto. Ou seja, o poder público patrocinando o crime. Aliás, nenhuma novidade.
Até a próxima postagem.

2 comentários:

Carlos disse...

Gostei da ligação dos filmes de piratas de antigamente com os filmes de piratas de hoje

Pobre Pampa disse...

E estes piratas modernos nem são afetados pela CPMF, pois trabalham só com dinheiro vivo...