quarta-feira, janeiro 17, 2007

SERIADO DO CAPITÃO AMÉRICA


Continuando minha missão de disponibilizar todos os seriados que aparecerem da década de 40 e 50 acabo de comprar o seriado do Capitão América. Não me lembro deste seriado ter passado por aqui. Mas apesar de algumas diferenças é o mesmo Capitão América dos gibis. O Capitão do filme não usa o tradicional escudo preferindo um anacrônico revólver e ao contrário do herói dos gibis, que procura sempre preservar a vida mesmo que seja do mais terrivel fascínora, o herói do filme mata quase que um bandido por episódio. Assisti e gostei. Claro que vocês me entendem que só é possivel gostar pela lembrança de tempos muito bons. Já recomendei aqui o seriado do Rocky Lane, O Rei da Policia Montada. Não é o caso do Capitão América. Este é só para os saudosistas mesmo. Quando se vê hoje estes seriados a impressão que se tem é que o roteirista era o mesmo, mais do que isto, o roteiro era o mesmo, só havia a troca do personagem. Por isto botaram uma arma na mão do Capitão América ao invés do escudo. Não tinha escudo no roteiro padrão. Isto me lembra que lá pela decada de 50, junto com os bons autores de livros policiais, eram editados também alguns não tão bons. Um destes era o Richard Prather cujo personagem principal era o Shell Scott. O Shell Scott era um detetive durão, tipo os personagens do Mickey Spillane, mas suas estórias não tinham muita variação. Mas eram livros de bolso e muito baratos. Um dia lendo uma estória achei que já tinha lido alguma coisa parecida. Procurei os livros antigos do Shell e encontrei vários onde, palavra por palavra, a descrição de cenas supostamente diferentes, era absolutamente igual. Deixei de comprar o Shell Scott. É a minha reação normal quando me sito enganado. Deixo de comprar um produto, deixo de ir a algum lugar, deixo de votar em alguém e outras irracionalidades.

2 comentários:

Buggyman disse...

Este teu comentário sobre o Shell Scott me lembrou de um autor de bang bang, Marcel Lafuente Estefânia. Todos os livros (não apenas alguns, mas todos) tinham exatamente o mesmo roteiro, a mesma descrição do mocinho, da mocinha, do bandido. E as situações: tinha uma mocinha, normalmente jovem, bonita e viúva; um bandido - um banqueiro ou outro fazendeiro que queria ficar com a terra dela - e um estranho de olhos frios como gelo, que chegava ao local, trabalhava com a viuva, apanhava do bandido, matava o bandido e ficava com a viúva. Genial!

Cineman disse...

Imagina o que estes caras teriam feito se tivessem um computador. Acho que tem alguns que ainda fazem isto hoje em dia. É só prestar atenção. Mas já que falastes no Marcel Fuentes o meu autor preferido de bang bang era o Max Brand que não utilizava o processo criativo do Richard Prather e do Marcel Fuentes. O personagem principal era o Silvertip.