domingo, janeiro 31, 2010

LULA, O FILHO DO BRASIL

O CINEMAN estava circulando pela FNAC quando deparou com o livro - Lula, o Filho do Brasil. Eu já tinha pedido para ele ver o filme e depois comentar aqui no blog, mas ao ver o livro, o CINEMAN procurou investigar as bases literárias do filme.
Nos encontramos no outro dia.
- Quero ver o filme, não acredito que eles tenham colocado o material que está no livro.
- Pelo que sei, falei, o filme segue bastante o trabalho de pesquisa da autora do livro.
_ Não acredito. Olha só. No livro diz que o Vavá, o mano mais velho, quando trabalhava no mercado, achou um pacote cheio de dinheiro, qualquer coisa como uns R$ 15.000,00 hoje em dia. O Vavá ficou esperando que aparecesse o dono, nota bem, esperando que aparecesse o dono, sem avisar ninguém. Claro que não apareceu ninguém perguntando - Oi Vavá, achastes o meu pacote de dinheiro? - Então ele levou a grana para casa e resolveu o problema da familia Silva. No livro isto passa, mas no filme uma mensagem destas ia ficar bem feia.
- Acho que dá para apresentar isto razoavelmente bem no filme, arrisquei, é o pobre fazendo o possível para sobreviver. É uma mensagem que pode ser vendida.
- Os fins justificam os meios?
- Não é bem isto, falei, esta frase tem mais sentido político. Eu estou falando em sobrevivência.
- Mas tem mais. O caso do acidente do dedo. Sempre desconfiei que a história estava mal contada. O livro abre uma suspeita terrível. Está ali escrito que na fábrica em que o Lula trabalhava quando o patrão saia, todo mundo ia dormir, menos o Lula. Num destes dias, está o Lula trabalhando numa prensa, todo mundo dormindo, quando a prensa esmaga-lhe o dedo mindinho. O que o livro está dizendo nas entrelinhas? Sem testemunhas. Acho dificil o filme apresentar esta cena da forma que está narrada.
- Começo a ficar curioso para ver como o filme vai resolver, ou melhor, resolveu esta situação.
- E tem mais, disse o Cineman, mas vou guardar o resto para quando fizer o comentário do filme.

Até a próxima postagem

2 comentários:

PoPa disse...

Este é um filme que o PoPa pode dizer que não viu e não gostou. Não viu e não vai ver. Não gostou, porque até mesmo as críticas favoráveis são péssimas para o filme. Talvez o PoPa veja alguma cópia pirata que, neste caso específico, tem o valor de não contribuir para quem fez tal aberração "artística".

Mas dizem que até a cópia pirata não é do próprio filme e sim de um documentário. Não se pode confiar em piratas!

CINEMAN disse...

Cena 1 - O personagem não estava interessado em contribuir com recursos para a campanha da Sra Dilma e então ele vai ao centro e procura um pirata para comprar o filme.
Cena 2 - Apesar da fiscalização que dizem que existe, o centro de Porto Alegre está cheio de banquinhas portáteis com filmes piratas.
Cena 3 - Nosso personagem pergunta a um bucaneiro se ele tem o filme do LUla. Ele tem o filme. Cinco reais. O nosso personagem só tem quatro reais. Não sai negócio. Nosso personagem se afasta.
Cena 4 - O personagem nem deu uns vinte passos quando alguem o chama. - Podemos fazer por quatro reais, minha mulher já está trazendo o filme.
Cena 5 - Uma mulher chega esbaforida com um DVD na mão. - Acabamos de copiar, ainda tá quentinho. Nosso personagem pega o DVD, paga os quatro reais e vai embora.
Cena 6 - Em casa o personagem coloca o DVD no aparelho e descobre que o filme que comprou é o do lobisomem. Cópia terrível.
Tive que reconhecer que o golpe foi bem aplicado. Quem mandou não ter pago os cinco reais que o primeiro bucaneiro pediu.