Mostrando postagens com marcador literatura policial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura policial. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, janeiro 03, 2013

O PESADELO - CONTRATO PAGANINI

Acabei de ler O Pesadelo, de Lars Kepler, aliás, do casal sueco escritor, Alexandra e Alexander Andoril. Os dois escreveram um livro que foi absoluto sucesso em todo o mundo, e merecido sucesso, O Hiptnotista. O Pesadelo está no mesmo nível. O personagem principal ainda é o detetive Joona Linna. A literatura policial dos países nórdicos nunca é somente uma história policial. Existe sempre um contexto político. No caso de O Pesadelo, o tema principal é o comércio de armas.
Como em O Hipnotista, as viradas de O Pesadelo, o suspense, é espetacular.
Acho que é melhor não contar nada e apenas dizer que vale a pena ler. Na Saraiva internet está a R$ 25,40. 

quarta-feira, março 23, 2011

MORRO DOS CONVENTOS E MEIA NOITE

Acho que a última vez que vim a Morro dos Conventos, em Araranguá, Santa Catarina, foi há uns 40 anos. Morro dos Conventos era a praia mais perto para quem morava no eixo Erechim, Passo Fundo, Lagoa Vermelha, Vacaria. Vinha-se pelos Aparados da Serra, o que por si só, já valia a viagem.
Hoje, de Porto Alegre, já dá para vir pela BR 101 e fugir dos pardais arrecadadores e corruptos da Estrada do Mar. Está quase toda duplicada. Falta apenas uns 40 km. Duas horas e meia de viagem, no máximo. E o que é o Meia Noite? Antes de vir eu havia passado por um sebo de revistas e comprei um Meia Noite de agosto de 1960. O Meia Noite era uma revista de história policiais. Não era em quadrinhos. Na capa a história em destaque é do Santo, de Leslie Charteris. E interessante, marcou o inicio do império do Roberto Marinho. Foi a leitura depois de um passeio pela praia a pé e de jipe e pelo Farol. Deixei para hoje as dunas, infelizmente só a pé. Na leitura chamou-me a atenção uma reportagem - o Meia Noite tinha histórias veridicas - sobre entorpecentes. A revista é de 1960, nesta época os jovens estavam as voltas com o álcool. Alguns amigos que eu tinha nas vilas de Pelotas já falavam em maconha mas ainda não tinha chegado na classe média. Lança perfume era para jogar nas gurias. O assunto da reportagem era heroina e, engraçado, destacando o vicio nas mulheres. O título é Drogas, Damas e Morte e o sub-título - "Algumas pequenas chegam a matar para satisfazer sua necessidade invencivel de saciar o vicio. Outras enganam, roubam, vendem-se ou são mortas." A reportagem é bem interessante pois mostra o que já representava nos Estados Unidos, no final da década de 40, o vicio da heroina. Tem preciosidades na reportagem, como esta: " Por cinco dólares, na China Vermelha, um contrabandista pode comprar uma onça de heroína que, convenientemente dissolvida, se vende nos Estados Unidos por 8.000 dólares." E esta pérola :"Qual a solução? Deve o governo, como os chineses fizeram há vinte anos, tentar destruir todos os viciados reconhecidos e assim eliminar o mercado consumidor dos entorpecentes?" E outra igual: "Deverão todos os viciados ser condenados a prisão perpétua?" E no meio, uma solução que o Gabeira ainda defende: "Deve o governo passar a controlar a venda dos entorpecentes, por preços sensivelmente inferiores aos dos traficantes?" Tem outras do mesmo nível. Uma história sobre um hospital de tratamento de viciados e o que aconteceu lá é muito interessante mas eu vou deixar para outra postagem. Fica o conselho - Sempre é interessante garimpar algum livro ou resvista num sebo. É baratinho e diversão garantida.
Até a próxima postagem.
Obs. Vale ainda mais a penas visitar Morro dos Conventos.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

LITERATURA POLICIAL

Pois entre os meus divertimentos está a leitura de livros policiais. Mania antiga. Nunca gostei muito de Agatha Christie, nem de Georges Simenon, mas Dashiel Hammet, Raymond Chandler, Mickey Spillane, Leslie Charteris, estes eram o máximo. Quando eu li Eu Sou a Lei, de Mickey Spillane, fiquei impressionado. Era um novo policial. Fizeram inclusive um filme do livro - uma decepção. Não conseguiram nem de perto chegar na frieza de Mike Hammer, o personagem de Eu Sou a Lei. Depois não consegui encontrar mais nenhum livro interessante de Mickey Spillane, talvez porque o que chegava aqui eram as edições em português (de Portugal) com muitos gajos para cá, gajos para lá que tiravam muito do prazer da leitura. O Santo de Leslie Charteris alegrou muitos dias, naquela época que não havia televisão e ler era o melhor remédio. Fizeram recentemente um filme do Santo - terrível. Aqui havia um programa no rádio, Rádio Tupy se não me engano, que era uma pequena variação do Santo - O Anjo - O Anjo era muito bom e usava a mesma matriz de estória do Santo embora fosse totalmente do bem, coisa que não dava para dizer do Santo. Na época o rival do Anjo era um programa da Rádio Nacional, o Capitão Atlas. Este era o que eu gostava mais. As estórias eram excelentes. Extremamente criativas. As aventuras se passavam quase sempre na Amazonia onde algum gênio do mal sempre estava preparando algo contra a humanidade e lá se iam o Capitão Atlas e seus companheiros. Os companheiros do Capitão Atlas compunham uma fauna incrivel (desculpem o fauna), o indio Chico, mais um nordestino que eu não lembro o nome e que, possivelmente baseado em Tenório, não largava sua metralhadora (ou estou confundindo com o companheiro do Anjo), a onça Uruti, uma tribo de indios e por aí vai. A saudação dos indios era "Jambatan". Nunca fizeram um filme do Capitão Atlas. Uma pena. Do Anjo fizeram um muito bom que é claro eu tenho em VHS - O Anjo contra o Escaravelho Escarlate - Jamais vão lançar em DVD.
O livro policial de uma forma geral, descontando os clássicos evidentemente, evoluiu muito. Hoje existem autores de excelente qualidade produzindo livros muito bons. Alguns se transformam em filmes, ora muito bons ora nem tanto, mas dificilmente superando o livro. Dificilmente? Eu diria nunca, porque o cinema é muito bom, é ótimo mas o livro, bom, o livro é o livro.